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Hevlin Costa

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Hevlin Costa é engenheira, pós graduanda em coaching e educação financeira pela metodologia DSOP, investidora, devoradora de livros e apaixonada por finanças e investimentos.

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Existem infinitas maneiras de economizar dinheiro, porém fazer grandes sacrifícios não é uma delas. Cortar aquele café de R$ 3,00 que dá forças para continuar o dia não irá transformar a sua vida financeira. Pelo contrário. O stress gerado será maior do que o suposto ganho financeiro (que ao final das contas não é tão grande assim.)

O mesmo vale para outras questões que envolvem economia doméstica. Já publiquei aqui no blog alguns artigos sobre este assunto. Em especial, recomendo que você confira o artigo sobre Como Economizar no Supermercado e 5 Dicas Essenciais para Economizar Dinheiro da Maneira Certa.

Observe que nenhum destes artigos fala sobre estratégias mirabolantes e “ideias criativas”. Sempre encontro muito material na internet com dicas incríveis, lindas e cheias de criatividade para reaproveitar as sobras e economizar dinheiro. Porém na prática não é assim que funciona.

O segredo para economizar dinheiro é tomar ações simples, realistas e viáveis no seu dia-a-dia até transformá-las em um hábito.

A cozinha e a alimentação representam uma parte significativa dos gastos mensais de qualquer pessoa. A verdade é que cozinhar em casa frequentemente sai mais barato do que comer fora, porém se você não tomar cuidado com os alimentos e as compras, é fácil sair do controle.

Selecionei 5 estratégias para economizar na cozinha de maneira fácil e realista. Transformar estas dicas em hábitos fará uma diferença enorme na sua conta bancária 🙂

Então, vamos lá!

1- Compre de Maneira Consciente

Como em qualquer área da vida, o primeiro passo para economizar dinheiro é comprar de maneira consciente. Isso não significa que você deve ser muquirana e contar cada grão de feijão ou substituir toda a sua lista de compras por marcas mais baratas.

Leia o artigo sobre como economizar no supermercado e você verá muitas maneiras de comprar de forma consciente.

Comprar alimentos de maneira inteligente e econômica significa controlar bem as quantidades para evitar desperdícios, escolher os alimentos na safra e sempre ter os alimentos-coringa disponíveis na geladeira, como ovo, cebola, alho e alguma proteína e vegetal. Desta forma você conseguirá economizar dinheiro, comer bem e conseguir um cardápio variado e saudável.

Uma dica é ter uma ideia do cardápio da semana. Se você for uma pessoa mais organizada, faça um planejamento de todas as refeições. Conheço pessoas que moram sozinhas ou tem pouco tempo que planejam o cardápio da semana, cozinham e deixam a comida pronta congelada em potes organizados por dia da semana.

Porém, se você não é tão organizado assim (meu caso), apenas ter uma ideia dos pratos já é um começo. Vejo muitas pessoas comprarem de maneira aleatória, sem pensar nos tipos de alimentos e, principalmente, na quantidade que será consumida.

Compre alimentos na safra

Comprar alimentos na safra trará uma economia enorme para o seu bolso, além de criar mais variedade na sua dieta. Confira neste link o calendário do Ceagesp com a época de safra dos alimentos: veja aqui.

2- Tenha bom senso na quantidade

Muitas vezes quando vamos à feira ou ao supermercado, ou quando estamos com fome, acabamos comprando mais comida do que deveríamos. Para alimentos não perecíveis ou congelados, isto não é um problema. Porém existem alimentos que não podem ser armazenados por muito tempo, como frutas e vegetais. Portanto é importante comprar uma quantia adequada para o consumo da sua família.

No caso das hortaliças, que estragam muito rápido, é recomendável comprar apenas um tipo de verdura por semana. É claro que isso dependerá do consumo e do tamanho da sua família, mas é comum que as verduras estraguem na geladeira. Se você vai à feira toda semana, preste atenção para não exagerar nos vegetais!

Cuidado com as refeições

Outra grande fonte de desperdício é exagerar na quantidade de comida a ser preparada nas refeições. Nós possuímos o costume de ter uma mesa farta, com muita variedade e quantidade de alimentos disponíveis. É aquele típico almoço de domingo. Porém muitas vezes este tipo de costume apenas gera prejuízo e desperdício.

Se você ainda não sabe muito bem qual é a quantidade ideal para a sua casa, experimente reduzir aos poucos a quantidade de comida preparada a cada refeição. Fazendo isso, chegará em um ponto em que você conseguirá cozinhar de maneira eficiente e acabar com o desperdício.

3- Reaproveite as sobras

Não tenha medo de comer comida “requentada”. Não faz mal comer o mesmo arroz e feijão a semana inteira, contanto que ele seja armazenado corretamente.

Vejo muita gente que cozinha todo dia uma coisa diferente e se recusa em jantar a sobra do almoço ou almoçar a sobra do dia anterior. Isso é uma besteira. Comida amanhecida não é veneno, e existem muitas receitas que podem ser feitas com as sobras, como fazer um belo arroz de forno com as sobras daquele frango assado do domingo, ou usar a sobra de estrogonofe como molho de macarrão.

Uma dica essencial para quem possui micro-ondas: ao requentar qualquer alimento, coloque um copo com água junto – a água irá evaporar e evitará que a comida fique seca ou borrachuda. Até pão velho fica macio. Apenas tome cuidado com o tempo: se for maior que 1 min, pause e troque a água. Jamais deixe que a água ferva , pois o copo pode estourar e causar um acidente.

como economizar na cozinha

Tem pão velho em casa? Corte em rodelas, adicione manteiga e orégano e coloque no forno – você terá deliciosas torradas temperadas.

Outra dica fácil é transformar tudo em sopa. Especialmente as sobras do feijão: bata no liquidificador, adicione cebolinha e carne desfiada e você terá um delicioso caldo de feijão.

Por fim, qualquer coisa pode ser transformada em omelete. Por isso, sempre tenha ovos na geladeira!

No caso de caldos, molhos e feijão, lembre-se de sempre fervê-los antes de consumir novamente, mesmo quando armazenados na geladeira.

4 – Invista em temperos

Tempero não é somente sal, pimenta-do-reino, alho e cebola. Existe um mundo gigantesco de temperos diferentes que podem ser usados e combinados para criar pratos deliciosos e criativos. E o melhor : você não precisa ser um Chef para isso.

Não estou falando de temperos prontos como caldo de galinha em tabletes ou misturas para feijão. Estou falando daqueles potinhos coloridos cheios de misturas interessantes, pimentas diferentes e ervas aromáticas.

economizar-com-temperos

Alguns temperos são caros, especialmente as misturas em pó, porém vale a pena o investimento. Já comprei uma caixinha com várias misturas de temperos que custou R$ 30,00 porém durou meses e rendeu várias combinações gostosas.

Parece loucura? Talvez. Porém sou a prova viva de que funciona. Com esta variedade enorme de temperos, consigo comer filé de frango a semana inteira de várias maneiras diferentes.

Possuir vários temperos em casa faz com que você consiga usar ingredientes menos “nobres” e criar combinações interessantes de sabor apenas jogando um pouco de tempero por cima na hora de preparar. Veja só a gaveta de temperos aqui de casa:

gaveta-de-temperos-poupar-e-viver
Nada de Glamour, aqui é vida real: Gaveta bagunçada e temperos sem identificação, mas juro que é feito com carinho 😛

Cultive seus temperos

Muitos temperos podem ser cultivados dentro de casa. Exemplos clássicos são a cebolinha, salsinha, manjericão e alecrim. Você irá precisar basicamente de um recipiente para servir de vaso, um pouco de terra e uma muda ou semente daquilo que você quer plantar.

Você pode deixá-los na janela, sacada, ou plantar na terra do seu quintal ou jardim. São fáceis de cuidar e o resultado é muito bom, pois você sempre terá temperos frescos para usar na cozinha.

Aqui nós começamos a nossa hortinha na semana passada:

cultivar-temperos-para-economizar
Cultivo meus temperos na lavanderia 🙂 Falta de espaço não é desculpa!

Tem cebolinha, tomilho, hortelã e alecrim. Para fazer essa hortinha, eu gastei R$ 6,00 em cada conjunto de vaso + prato, R$ 0,50 em cada muda e R$ 5,00 para comprar um saco de 5kg de terra , suficiente para encher os vasinhos (sobrou bastante). Gasto total: R$ 31,00.

Porém este valor pode ser muito menor. Os vasos podem ser substituídos por latas ou potes de sorvete usados. Você não precisa necessariamente comprar as mudas ou sementes, basta utilizar caules e talos dos temperos já comprados (veja neste link as dicas de cultivo).

O único gasto que eu recomendo é a terra adubada, que pode ser comprada em qualquer floricultura, casa de jardinagem e até no supermercado. Esta terra já vem com húmus, composto orgânico e com os nutrientes essenciais para o desenvolvimento das plantas.

Veja abaixo como plantar seus temperos corretamente:

plantar-temperos

5- Armazene corretamente os Alimentos

Armazenar os alimentos de maneira correta é uma excelente forma de evitar desperdícios e economizar na cozinha. Comida estragada também significa dinheiro no lixo, e portanto você deve evitar este problema.

Veja abaixo algumas dicas de armazenamento dos alimentos mais comuns:

Leite: Quando abertos, leites de caixinha deve ser guardados na geladeira (os de saquinho, sempre) e de preferência longe das carnes e temperos, para não pegarem o cheiro desses alimentos.

Queijo: Se estiver fora da geladeira, embrulhe-o em um papel filme e guarde em um local seco e arejado. Já na geladeira, é só cobrir com um plástico.

Pão: Nunca esqueça de fechar a embalagem com o arame que vem na embalagem. No caso dos pães de forma, não retire a primeira e a última fatia. Para pães franceses, guarde com o saco de papel e dentro de uma sacola plástica fechada.

Condimentos: não guarde perto do fogão ou em lugares quentes. O calor afeta a cor e o sabor dos condimentos, que devem ser armazenados em recipientes fechados e em locais frescos.

Verduras: Seque as folhas e guarde-as em um saco plástico ou pote fechado com pedaços de papel toalha dentro. Desta forma, o papel irá absorver a umidade e conservar o sabor e a textura das folhas.

Congele os Alimentos

Outra dica importante é congelar os alimentos, especialmente para quem mora sozinho e demora para consumir a comida.

Carnes, aves e peixes: limpe as peças, retire as partes não comestíveis (gordura, escamas, ossos) e separe em pequenas porções. Não congele carne temperada, e separe em potes pequenos para que você descongele apenas o que será preparado.

Frutas: Limpe e retire os caroços. Assim como a carne, guarde as frutas em potes pequenos para descongelar apenas o que for ser usado. Frutas congeladas são excelentes para preparar sucos e vitaminas!

Legumes: Antes de congelar os vegetais, use a técnica do branqueamento. Mergulhe o alimento em água fervente por alguns segundos e coloque-o em água fria logo em seguida. Com esta técnica, o cozimento será encerrado e irá conservar as características de textura, sabor e cor.

Conclusão

Além de evitar desperdícios, economizar na cozinha fará um bem enorme para o seu bolso. É possível comer bem gastando pouco, e esta economia começa no supermercado e vai até o reaproveitamento das sobras e o congelamento dos alimentos.

Por fim, uma dica: aprenda a cozinhar. Além de mais saudável, cozinhar em casa é muito mais barato do que comer fora. Eu aprendi isso a duras penas, já que não possuo muitas habilidades culinárias. Na verdade, quem cozinha bem é o meu marido, porém eu também aprendi a me virar e fazer o básico para o dia-a-dia.

Para quem gosta do assunto, recomendo a série “O que tem na geladeira?” da Chef Rita Lobo:

Nesta série, a Rita Lobo mostra uma série de receitas fáceis com vários tipos de alimentos comumente encontrados na sua geladeira: chuchu, pimentão, milho, cebola, tomate, entre outros. Garanto que as receitas dela são realmente fáceis de executar.

E você, quais são as suas estratégias para economizar na cozinha? Deixe o seu comentário ao final do post 🙂

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Vamos ser sinceros: Organizar as finanças pessoais já é difícil para quem possui um salário fixo e recorrente. Porém, quando você é um freelancer, profissional liberal, autônomo, ou possui um cargo comissionado, o salário não existe. A sua renda mensal varia todos os meses, e organizar as finanças pessoais torna-se uma tarefa ainda mais difícil.

Ter uma remuneração variável é uma verdadeira armadilha. Como você muitas vezes não sabe nem quanto dinheiro terá no próximo mês, fica muito difícil fazer um planejamento financeiro pessoal a longo prazo. Os conselhos tradicionais de “manter um orçamento mensal”, “guarde X % do seu salário todos os meses”, não são suficientes para equilibrar a sua vida financeira.

Eu sei como é difícil, pois estou passando por isso neste exato momento. Até 2015 eu trabalhava com CLT, recebia o mesmo salário todos os meses, e sempre consegui controlar as minhas contas mensais. Porém, em julho de 2015 eu decidi mudar a minha vida: pedi demissão e comecei a trabalhar por conta própria através da internet.

Hoje o meu trabalho é manter este blog, dou palestras e também cursos sobre educação financeira. Eu adoro a vida que tenho hoje, pois tenho mais liberdade criativa e realmente sinto que estou contribuindo mais com a sociedade do que quando eu trabalhava em uma empresa.

Porém essa nova realidade trouxe um tipo de stress que eu nunca havia tido: o stress financeiro.

Eu me planejei financeiramente para largar o meu emprego, tenho a minha reserva financeira, porém tive problemas para administrar o meu orçamento mensal. Senti na pele a dificuldade que muitos médicos, jornalistas, freelancers, autônomos, corretores de imóveis e profissionais liberais em geral passam todos os meses.

Não é fácil manter as contas em dia e planejar o futuro se cada mês é uma surpresa, não é mesmo?

Apesar disso, eu consegui encontrar o meu caminho, e você pode fazer o mesmo. É perfeitamente possível adaptar todos os conceitos de educação financeira e planejamento financeiro pessoal para a realidade de um profissional liberal, autônomo ou freelancer.

O que você precisa ter em mente é que, se a sua renda não é constante, é preciso ser mais organizado financeiramente do que um profissional assalariado. E neste artigo, você irá entender como isso deve ser feito da maneira correta. Então, vamos lá!

Organize as finanças pessoais e empresariais separadamente

como organizar as finanças pessoais

Não importa se você é um empresário, comerciante, corretor de imóveis ou redator freelancer. O primeiro passo para não ficar no vermelho e conseguir organizar as finanças pessoais é separar as contas do seu negócio das suas finanças pessoais.

Entenda que o seu “negócio” não é necessariamente uma loja física ou consultório, e sim a sua profissão como um todo. Um freelancer não possui ponto comercial, mas a sua profissão possui custos próprios, seja com impostos, internet, livros e treinamentos. Um corretor de imóveis possui gastos com combustível, roupas, almoços com clientes, internet, entre outros. Então, não entenda a palavra “negócio” no seu sentido tradicional, e sim enxergue você e a sua profissão como uma empresa.

O ideal é possuir duas contas bancárias distintas – uma para você e uma para a sua empresa/profissão. Desta forma também será mais fácil separar o dinheiro que você irá gastar para manter ou investir no seu negócio daquele utilizado para pagar as contas da sua casa, além de facilitar a contabilidade e o pagamento dos impostos.

As suas contas serão, ao todo, separadas em quatro categorias:

Gastos Pessoais: são seus gastos mensais com aluguel, comida, alimentação, etc.

Gastos do Negócio/Profissão: custos que envolvem o seu negócio ou profissão, como combustível, aluguel, internet, compra de equipamentos, treinamentos e eventos.

Poupança Pessoal: trata-se do seu planejamento financeiro pessoal, os valores que você irá poupar para atingir seus objetivos de curto, médio e longo prazo, além da reserva de emergência.

Poupança do negócio/Profissão: trata-se do dinheiro que deve ser guardado para manter o seu fluxo de caixa em dia. O valor poupado irá depender do tipo de negócio ou profissão, além de cobrir também os impostos.

Esta separação é, na minha opinião, o ponto principal para você conseguir organizar as suas finanças pessoais corretamente.

Na prática, para realizar esta separação, se você possui CNPJ o ideal é abrir uma conta Jurídica em nome da sua empresa (inclusive para quem é MEI) e uma conta bancária de pessoa física. Esta divisão é benéfica, inclusive, para efeitos de contabilidade.

Se você não possui CNPJ, existem três opções:

  • Abrir uma conta digital e usá-la para o seu negócio/profissão. A conta digital é isenta de taxas, e desta forma não haverá custos adicionais para você.
  • Transferir todos os seus ganhos diretamente para a sua poupança e apenas retirar o valor correspondente ao seu planejamento financeiro pessoal. Esta opção é um pouco mais complicada porque não haverá uma separação clara entre o dinheiro pessoal e do seu negócio, mas serve como uma solução provisória.
  • Não abrir duas contas separadas, mas controlar rigidamente o orçamento pessoal e profissional através de planilhas, cadernos ou aplicativos. Essa é a solução que muitas pessoas adotam, porém é mais difícil de ser colocada em prática no dia-a-dia. É ideal para pessoas que já são organizadas.

 

Calcule a sua renda média mensal

controle financeiro pessoal

O segredo para conseguir manter um controle financeiro pessoal é baseado em uma ideia muito simples: pague um salário a si mesmo. Todos os meses, na mesma data, transfira uma porção do dinheiro do seu negócio para a sua conta pessoal (daí a importância de possuir contas separadas). É como se você fosse um empregado de si mesmo.

Para calcular o valor deste “salário”, você deverá levar em consideração as suas despesas anuais. Some os seus gastos fixos mensais, multiplique por 12, e acrescente os gastos anuais, como seguro do carro, IPVA e impostos. Depois, divida tudo por 12 novamente e você terá o valor correspondente ao salário mínimo que você precisa ganhar para sobreviver e pagar as suas contas sem contrair dívidas.

Esta estratégia funciona para quem quer saber quanto dinheiro precisa ganhar para pagar as suas contas mensais. Porém, se o seu negócio ainda não é estável e a variação nos ganhos é muito grande, é preciso realizar o processo de maneira inversa.

Some todos os seus ganhos no último ano, ou no mínimo nos últimos 6 meses. Subtraia deste valor os gastos com o negócio, incluindo os impostos pagos, retire 10% para ser poupado e o resultado da conta será o lucro do período.

Divida o lucro por 12 (ou 6, ou pelo período que você considerou ao somar os rendimentos) e este será o valor máximo do salário mensal que você poderá pagar a si mesmo.

Lembre-se que é importante deixar uma “folga” no orçamento para imprevistos ou para uma queda momentânea no faturamento do seu negócio. Sendo assim, calcule um salário mensal que seja menor do que o valor máximo encontrado no parágrafo anterior.

O valor ideal do salário varia de pessoa para pessoa. Com o cálculo da sua renda média anual, você conseguirá o valor máximo que pode ser pago. Por outro lado, também é necessário realizar um orçamento mensal e calcular quais são seus gastos básicos.

Se o valor do salário máximo possível é maior que os seus gastos, ótimo. Você pode definir o seu salário e deixar uma folga para construir o seu fundo de emergência mais rapidamente.

Porém, se o salário máximo é menor do que os seus gastos, há um sinal de alerta: significa que o seu negócio está ficando no vermelho mês após mês, e cedo ou tarde você irá se endividar. Portanto, a prioridade deve ser reduzir os seus gastos pessoais e trabalhar para aumentar a sua renda. Desta forma, você conseguirá organizar as finanças pessoais sem prejudicar o seu negócio.

 

Pague as despesas do seu negócio primeiro

planejamento financeiro pessoal

Quando você trabalha para si mesmo, não existe uma pessoa que irá retirar parte do seu salário para pagar os impostos, plano de saúde, cesta básica e outras despesas. Logo, antes de organizar as finanças pessoais e calcular qual será exatamente o seu salário, é preciso considerar estes gastos também:

Impostos: deixar de pagar os impostos do seu negócio trará sérios problemas com a justiça e com a sua contabilidade. Priorize o pagamento de quaisquer impostos e taxas envolvidas com o seu negócio/profissão, inclusive as despesas com os Conselhos Profissionais (CREA, CRECI, CRM, OAB, entre outros).

Custos de Manutenção do Negócio: pague todos os custos fixos do seu negócio, como aluguéis, internet, energia, funcionários, ferramentas, combustível e outras despesas essenciais para o seu trabalho.

Reserva para o Fluxo de Caixa: Separe pelo menos 10% do seu faturamento para ter um fluxo de caixa reserva para o seu negócio. Este dinheiro funcionará como uma reserva de emergência para cobrir possíveis atrasos nos pagamentos, quedas momentâneas no faturamento e para pagar o seu salário mensal nos meses de baixa.

Plano de Saúde: Considere o seu plano de saúde como uma despesa diretamente ligada ao seu negócio. Imagine que você é um funcionário de si mesmo, e um dos principais benefícios oferecidos ao contratar um funcionário é o plano de saúde corporativo. Considerando como o SUS funciona (ou deixa de funcionar) na maioria das cidades, ter um plano de saúde privado é uma prioridade para a maioria das pessoas.

Após o pagamento de todas estas despesas, você deverá retirar a quantidade calculada para o seu salário. Se no mês atual a sua renda não foi suficiente para cobrir as despesas e o salário, você deverá retirar o dinheiro do fundo reserva do seu negócio.

Nos meses em que a renda ultrapassar os custos, use o dinheiro adicional para cobrir as retiradas que foram feitas neste fundo. Desta forma, você conseguirá sempre manter um ganho mensal mesmo sendo um profissional autônomo ou freelancer.

É importante ressaltar que o valor do seu salário deve ser recalculado se houver mudanças bruscas no faturamento da sua empresa ou na renda do seu negócio. O ideal é recalcular estes valores a cada 6 meses ou após crises, entradas ou saídas de grandes projetos.

 

Defina um dia fixo para o pagamento

tenha um dia fixo para pagamento

Escolha uma data fixa para o pagamento do seu salário, de preferência após as datas de vencimento das despesas do seu negócio.

Ter um dia fixo para o pagamento irá ajudar a controlar os seus gastos e organizar as finanças pessoais. Além disso, a sensação de que existe um dia fixo para o dinheiro entrar ajuda a reduzir o stress financeiro decorrente de uma fonte de renda que varia todos os meses.

 

 

Controle os Recebimentos

controle financeiro pessoal

Existem muitos autônomos e freelancers que recebem o pagamento de clientes praticamente todos os dias, e muitas vezes em dinheiro vivo. Se este é o seu caso, o ideal é separar um dia da semana para depositar este dinheiro no banco diretamente na conta da empresa, e realizar saques e retiradas apenas nos dias de vencimento das contas e no dia escolhido para o pagamento do seu salário.

O maior erro da maioria dos autônomos é ficar com o dinheiro recebido em mãos e gastar com pequenas compras diárias. Esse tipo de atitude atrapalha a o controle financeiro pessoal e faz com que você perca completamente o controle das suas contas.

Não deixe isso acontecer. Por mais que o dinheiro em mãos traga a ilusão de que os negócios vão bem, gastar sem pensar poderá destruir a sua vida financeira e colocar o seu negócio em risco.

Outra coisa: Não gaste seu dinheiro com base em recebimentos futuros.

O pagamento pode atrasar. O projeto pode ser cancelado. Imprevistos irão surgir. Nunca, jamais, em hipótese alguma, gaste o dinheiro no presente pensando em recebimentos futuros. Receba primeiro, gaste depois.

Tenha reservas pessoais e para o seu negócio

como organizar as finanças pessoais com um controle financeiro

Para conseguir organizar as finanças pessoais e ter um salário fixo, é preciso calcular o valor do seu salário e retirá-lo da conta da empresa todos os meses na mesma data. Porém, para conseguir cobrir os meses em que a sua renda é menor, é preciso primeiro ter uma reserva financeira.

Logo, se você está começando hoje a organizar as finanças pessoais, o primeiro passo é montar uma reserva de emergência para o seu negócio.

Guarde este dinheiro e junte uma quantidade suficiente para conseguir pagar os custos fixos do negócio e o seu salário por alguns meses. Desta forma, você conseguirá superar crises e meses ruins sem entrar no vermelho ou atrapalhar o seu orçamento mensal pessoal.

Existem muitos métodos para criar esta reserva, e uma delas é o conceito Open Doors, que eu explico em uma palestra disponível para os alunos do Curso Aprenda a Investir. É uma palestra em que eu ensino o passo a passo para criar a reserva Open Doors e garantir o salário fixo mensal mesmo sendo um profissional liberal, autônomo ou freelancer.

Nesta palestra, eu explico com mais detalhes e de forma prática o que deve ser feito para organizar as finanças pessoais e do seu negócio ou profissão.

Algumas pessoas me perguntaram se seria possível ter acesso somente à palestra, porém como mencionei ela é um bônus para os alunos do curso. Entretanto, muita gente precisa deste conteúdo e não achei justo deixá-las de fora. Por este motivo, resolvi disponibilizá-la por um valor simbólico neste link: Clique Aqui para Acessar a Palestra.

Planejamento Financeiro PEssoal

Para conhecer o Curso Aprenda a Investir, acesse a página oficial.

 

Concluindo…

Além dos desafios inerentes da profissão, ser um profissional liberal, autônomo ou freelancer traz muitos desafios na hora de organizar as finanças pessoais. Sem ter um salário fixo, é difícil planejar o futuro. Especialmente para objetivos de longo prazo, como a aposentadoria.

Por este motivo, é essencial separar as contas pessoal e profissional e estabelecer um salário para si mesmo. Os empresários conhecem esta quantia como pró-labore.

Para que você consiga equilibrar suas contas apesar da renda ser variável, é preciso pensar em si mesmo como uma empresa e lidar com questões como custos fixos, fluxo de caixa, pró-labore e a reserva financeira da empresa.

O primeiro passo para conseguir manter o pagamento das suas contas e do seu salário em dia é criar uma reserva de fluxo de caixa. Enxugue suas contas, reduza os gastos, economize e deixe este dinheiro guardado em uma poupança.

A partir daí você conseguirá usar esta reserva para pagar o seu “salário’ nos meses com baixo faturamento, e usar o dinheiro excedente dos meses bons para reconstituir a reserva. O importante é mantê-la sempre ativa. Este será o seu colchão financeiro, a sua proteção para imprevistos e o passaporte para uma vida financeira mais tranquila e organizada. Só assim você conseguirá começar a organizar as finanças pessoais e transformar os seus recebimentos variáveis em um salário fixo e recorrente.

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Como Economizar no Supermercado

Aprender como economizar no supermercado é uma das melhores soluções para quem está com o orçamento apertado. Porém, nem sempre esta é uma tarefa simples.

A primeira coisa que você deve ter em mente é que os supermercados são feitos para fazer você gastar dinheiro. São como catedrais do consumismo. Todas as prateleiras, corredores, disposição dos produtos, decoração e até a música ambiente é cuidadosamente planejada para encorajar o consumo.

Confira neste vídeo da Revista Galileu algumas das estratégias de Marketing comumente usadas pelos supermercados:

Você pode perceber isso com uma experiência simples: observe as gôndolas perto do caixa. Elas são recheadas de itens comestíveis, na sua maioria chocolates, balas ou refrigerantes, muitos com preços baixos, em tamanho pequeno e dispostas em estantes baixas.

Isso é feito para atrair crianças e incentivar você a comprar algo para beliscar assim que sair do supermercado. Muitas vezes estas gôndolas possuem revistas, brinquedos e outros itens diversos que incentivam a compra por impulso.
armadilhas de consumo

É aí que começa o problema. Diferente de uma loja no shopping, o supermercado é uma necessidade que não podemos evitar. Então, como lidar com isso e evitar gastar além do que deveríamos ao fazer compras?

Neste artigo, coloquei algumas dicas que eu mesma utilizo para economizar no supermercado. Entenda que, apesar de existirem muitas recomendações divergentes entre os especialistas, na verdade você precisa encontrar a estratégia mais adequada para o seu dia-a-dia. E, acima de tudo, mudar seus hábitos de consumo como um todo.

Desta forma o ato de economizar dinheiro se transformará em algo corriqueiro e automático, independente se você está no supermercado ou no shopping.

Fazer a “compra do mês” ou ir ao supermercado aos poucos?

Esta é uma pergunta comum para quem quer saber como economizar no supermercado, e a resposta depende pura e simplesmente da sua rotina doméstica e familiar.

Existem casos em que é mais indicado realizar compras grandes, enquanto que para algumas pessoas uma compra pequena, porém frequente é a melhor solução.

economizar no supermercado

Para tomar esta decisão, é preciso entender que cada estratégia possui suas vantagens e desvantagens.

Compras grandes uma vez ao mês: A vantagem de realizar uma “compra do mês” é a possibilidade de frequentar os famosos Atacadões e conseguir ótimos descontos. Por outro lado, o grande problema das compras do mês são os alimentos perecíveis, como verduras e legumes.

Além disso, ocorre uma montanha-russa gastronômica: no início do mês a despensa está cheia de guloseimas, e conforme o tempo passa elas acabam e você só consegue pensar na próxima ida ao mercado.

Pequenas compras ao longo do mês: o problema de ir muitas vezes ao supermercado é aumentar as chances de pequenas compras por impulso. Além disso, você também encontrará uma dificuldade maior para controlar este orçamento se comparado às compras mensais.

Porém, a vantagem é manter a despensa equilibrada com alimentos e produtos de higiene o mês inteiro, além de sempre possuir alimentos frescos em casa.

Não existe uma resposta universal, é preciso encontrar um equilíbrio. Para isso você deve observar quais são os itens de maior consumo e quanto tempo eles demoram para acabar.

Comprar em quantidades grandes para lotar os armários com estoque de alimentos e produtos de limpeza nem sempre é uma boa ideia. Por outro lado, o ideal é reduzir ao máximo as idas ao mercado, para evitar as compras por impulso.

A verdade é que a mudança de mentalidade e o autocontrole dentro do supermercado para evitar o consumismo é mais importante do que decidir entre planejar compras mensais ou semanais.

Você precisará avaliar a sua situação e escolher a opção mais prática. Por exemplo, na minha casa moram apenas dois adultos. Em geral nós vamos 1 vez por mês ao supermercado para fazer uma compra grande de alimentos não perecíveis e produtos de limpeza e higiene. A cada 15 dias vamos ao açougue e toda semana vamos à feira. Além disso, moramos na frente de um supermercado, então 1 vez por semana vou lá para comprar frios e pão, que são alimentos que estragam rápido.

Essa foi a rotina que funcionou para nós. O grande problema de focar apenas na compra mensal é que ela não substitui as idas rápidas ao mercado, pois existem alimentos que estragam no período de poucos dias. Então, além de criar uma rotina, é importante que você aprenda a resistir às tentações das compras por impulso.

 

Como economizar no supermercado de maneira automática

Entender como economizar no supermercado vai além de fazer uma lista de compras ou escolher as melhores ofertas. Inclusive, fazer uma lista é o que todos recomendam, e você sabe que é preciso fazer. É a decisão mais lógica.

O que não é tão evidente são os incentivos inconscientes que nos impulsionam a comprar demais, mesmo quando estamos tentando seguir uma lista.

Preste atenção ao ambiente à sua volta. Todo supermercado é planejado para incentivar o consumo, especialmente as redes grandes de varejo, cuidadosamente projetadas para isso.

Observe a disposição dos produtos nas prateleiras. Normalmente, os produtos dispostos no meio da prateleira, na linha de visão da maioria das pessoas, são os mais lucrativos para a empresa.

No caso de produtos infantis, são dispostos em alturas mais baixas. O problema é que algumas vezes os produtos mais lucrativos para o supermercado nem sempre são vantajosos para você.

Confira no infográfico abaixo algumas das estratégias utilizadas pelos supermercados (clique na imagem para abrir):

gastar menos no supermercado

Portanto, observe melhor, veja os artigos dispostos nas prateleiras mais altas e baixas.  Você poderá encontrar marcas alternativas ou promoções que irão resultar em grandes economias.

Não se deixe levar por apelos de marketing, embalagens bonitas e cheiros convidativos. Foque no que é importante e não tome decisões por impulso.

Cuidado com promoções!

Você sabia que muitas vezes os supermercados anunciam promoções que na realidade não representam uma redução real no preço dos produtos?

como economizar dinheiro

É revoltante, mas é verdade. As mais famosas são as do tipo “leve 3 pague 2”. Nesse tipo de promoção, é comum elevarem o preço unitário do produto. O consumidor vê o anúncio e acha que estará ganhando uma unidade grátis, quando na verdade o preço das duas unidades pagas é igual ao preço de três unidades fora da época da promoção.

Portanto, sempre calcule o preço unitário para avaliar se realmente está valendo a pena.

Lembre-se também que, se aquele for um item perecível ou que você não consome regularmente, não vale a pena comprar e estocar mesmo que o preço esteja mais baixo. Esse tipo de atitude irá desequilibrar o seu orçamento e tem um grande potencial de causar desperdício.

Para escapar de promoções enganosas, é importante que você sempre preste atenção aos preços dos produtos.

Algumas pessoas usam listas e aplicativos para anotar a variação dos preços. Como eu sou uma pessoa desorganizada, não consigo fazer isso, porém sempre presto atenção e consigo me lembrar do valor aproximado de cada produto.  Com isso, posso avaliar se aquele anúncio realmente é uma promoção ou não.

Outro conselho importante sobre como economizar no supermercado é sempre conferir os preços nos leitores de código de barras.

É muito comum que os supermercados possuam preços diferentes na gôndola e no caixa. Se esse tipo de situação ocorrer, saiba que o Código de Defesa do Consumidor determina que você sempre tem o direito de pagar o preço mais baixo.

Em compras grandes essa avaliação pode ficar complicada devido ao grande número de produtos. Nesses casos, você pode escolher passar os produtos em promoção primeiro no caixa e conferir se os valores estão corretos, e em seguida passar os demais produtos.

Experimente marcas alternativas

É normal estarmos acostumados com algumas marcas para determinados produtos, mas existem diversas alternativas mais baratas. Porém, tenha atenção. Como economizar no supermercado não significa viver à base de produtos de má qualidade, você não pode sacrificar demais esta qualidade em função do preço. Especialmente em itens alimentícios.

lista de compras supermercado

O problema é que somente comprar as marcas mais caras ou conhecidas pode gerar um custo muito alto para seu orçamento no final do mês. Existem produtos mais caros que realmente são melhores, mas essa não é uma regra geral.  Muitas vezes compramos determinada marca por puro hábito, sem ao menos considerar outras opções mais em conta.

Em produtos alimentícios este teste é um pouco mais difícil, pois cada marca tem seus aromas e sabores característicos. Mas para produtos de higiene e limpeza esse teste é fundamental, pois a diferença de qualidade pode ser imperceptível.

Eu já passei por muitas situações em que testei produtos de marcas inferiores ou menos conhecidas para economizar no supermercado e não senti diferença na qualidade. Inclusive, muitos eram melhores do que seus equivalentes “famosos”.

Sendo assim, vale a pena testar marcas similares. Você irá se surpreender com as suas descobertas.

 

Não faça compras com fome

Nunca, jamais, em hipótese alguma, vá ao supermercado com fome, pois você estará mais disposto a comprar comida desnecessariamente. As embalagens serão mais atrativas, e a padaria será irresistível.

economizar no mercado

Essa é uma dica comum sobre como economizar no supermercado. Eu mesma testei e realmente funciona. Na minha opinião, os melhores horários para ir ao mercado são após o café da manhã, almoço ou logo após a academia. Percebi que a chance de comprar junk food e lanchinhos extras é menor nestes casos.

O pior horário é, infelizmente, logo após o trabalho. Você estará cansado, com vontade de jantar, e terá uma tendência maior a comprar alguns “agrados” não planejados após um dia cansativo.

Além disso, tome muito cuidado com aquelas idas rápidas ao mercado, padaria ou loja de conveniência. Dar aquela “passadinha” na padaria que fica no caminho para sua casa ou trabalho irá se transformar em um ralo sem fundo para o seu dinheiro.

Aos poucos, esses pequenos gastos se transformam em centenas de reais que farão falta no futuro. Elimine este hábito, e torne estas visitas à padaria menos frequentes. O seu bolso agradece.

Pesquise no comércio local

Nem sempre os grandes supermercados ou atacadistas são as melhores opções para determinados produtos. Existem comércios locais como Hortifrúti, Varejões, açougues e feiras que possuem produtos mais baratos e de melhor qualidade que o supermercado.

Além disso, como são estabelecimentos altamente especializados, muitas vezes não possuem as gôndolas forradas de guloseimas que incentivam as compras por impulso.

economizar com comida

Não é lindo ir à feira e se deparar com tantos alimentos bonitos e frutas diferentes? Pois é.  Além de incentivar o trabalho do produtor local, o ambiente da feira irá favorecer uma alimentação mais saudável para você e para a sua família.

Na minha casa, nós praticamente não compramos carne, frutas e verduras no supermercado, pois nos acostumamos a ir à feira e ao açougue.

A diferença no bolso também é significativa, pois é muito comum encontrar alimentos mais baratos e frescos na feira do que no supermercado.  O mesmo é válido para açougues e hortifrútis.

Use produtos caseiros

Todos nós conhecemos aquelas dicas fantásticas de produtos simples feitos em casa com ingredientes naturais que substituem os industrializados e ajudam a economizar no supermercado. Apesar de muita coisa parecer difícil de ser feita, existem uma série de produtos caseiros que são tão bons quanto, ou melhores, que os seus correspondentes industrializados.

Além de contribuir com o meio ambiente e reduzir a quantidade de produtos químicos na sua casa, utilizar produtos caseiros fará uma grande diferença no seu bolso.

Você conseguirá economizar muito no supermercado simplesmente utilizando as receitinhas da vovó.

Os exemplos são inúmeros, desde alimentos, molhos e polpas congeladas até produtos de higiene e limpeza. Algumas receitas são complexas, mas existem opções simples, perfeitas para quem não tem tempo para preparar estes produtos.

Há um tempo publiquei no Facebook do Poupar e Viver uma receita de pó de cappuccino caseiro que sempre faço aqui em casa, comparando o custo da receita com o preço da mistura pronta vendida no supermercado:

dicas de economia doméstica

Veja que a receita, além de simples, representa uma economia entre 8 e 20 reais.

Outra receita que é extremamente eficiente é utilizar vinagre como amaciante e como agente de limpeza para higienizar a máquina de lavar. O vinagre retira os odores, mata fungos e amacia as roupas. Basta adicionar algumas colheres de vinagre no compartimento de amaciante da sua máquina de lavar. Eu utilizo esta receita para toalhas e panos de prato, nos quais não é indicado o uso de amaciantes comuns. O cheiro de vinagre não fica impregnado no tecido e o resultado é fantástico.

Outro uso interessante do vinagre é como fungicida. Você pode utilizá-lo para limpar o banheiro, cozinha e higienizar tábuas de carne.

O vinagre e o cappuccino são apenas dois exemplos, mas existem muitas de receitas de produtos de limpeza caseiros que irão ajudar você a economizar no supermercado. Uma rápida busca no Google revelou várias dicas interessantes, confira no link abaixo:

No Facebook, costumo postar alguns testes com produtos caseiros e dicas rápidas sobre economia doméstica. Curta a página do Poupar e Viver para receber as atualizações.

Conclusão

Saber como economizar no supermercado vai muito além de fazer lista de compras e pesquisar os melhores preços. O ponto chave é entender que o ambiente conspira contra você e portanto você precisa encontrar alternativas para fugir das compras por impulso.

Além disso, é preciso prestar atenção aos preços, promoções e pegadinhas comuns neste tipo de ambiente. Buscar alternativas locais em hortifrútis, varejões, açougues e feiras também fará uma diferença enorme no seu orçamento e incentivará o consumo de alimentos mais frescos e saudáveis.

Por fim, procurar marcas alternativas e receitas caseiras poderão resultar em grandes economias e surpresas agradáveis para o seu orçamento.

Os gastos com supermercado representam boa parte das nossas despesas mensais, portanto é importante buscar maneiras para otimizar as suas compras e fazer seu dinheiro render.

Aqui no blog publiquei um artigo muito interessante sobre como economizar dinheiro da maneira certa, confira aqui. Neste artigo, eu explico algumas estratégias que você deve utilizar no seu dia-a-dia para criar o hábito de economizar e poupar dinheiro.

E você, tem alguma estratégia para economizar no supermercado? Gostou das dicas do artigo? Deixe sua resposta aqui nos comentários 🙂

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banco neon analise

Atenção: Este artigo não é patrocinado pelo Banco Neon S.A. ou outras instituições financeiras.

Imagine se você pudesse ter um banco 100% digital, totalmente integrado com o seu Smartphone e sem cobrar tarifas de anuidade?

Esta é a proposta do Banco Neon. Após o aparecimento de cartões como o Nubank, as Startups cada vez mais buscam revolucionar os serviços no setor bancário.

O Banco Neon não possui agências físicas, tudo é feito pela internet. A proposta da empresa é oferecer uma conta corrente e um cartão de débito via app, além do controle da conta corrente de maneira simples, transparente, sem burocracia e sem taxas abusivas.

banco neon

Algumas pessoas me perguntaram sobre a proposta desde banco e resolvi pesquisar mais a fundo, para verificar se realmente vale a pena. Afinal de contas, é o nosso dinheiro em jogo e não podemos nos deixar levar pelo marketing.

Atualmente possuo conta no banco Bradesco (por nenhum motivo especial – não estou fazendo propaganda) e vou comparar os custos do Banco Neon com as tarifas praticadas na minha conta “tradicional”.

Lembrando que estes valores podem variar conforme o seu pacote de serviços. Se você acredita que está pagando caro no seu banco atual, é possível pedir para alterarem seu pacote. Os bancos são obrigados por lei a oferecer um pacote básico, que é mais barato.

Então, vamos para a análise!

O Banco Neon é seguro?

 

A primeira coisa que precisamos avaliar ao pesquisar sobre qualquer instituição financeira é o seu registro no Banco Central e a participação no FGC. Desta forma, sabemos que a instituição é autorizada para realizar operações financeiras e possui proteção pelo FGC em caso de falência (R$ 250.000,00 por CPF por banco).

Logo ao entrar no site, me deparei com a seguinte mensagem:

neon banco pottencial

O Banco Neon nada mais é do que o antigo Banco Pottencial, e possui todos os registros em dia.

Infelizmente, não consegui encontrar uma informação atualizada deste Banco Pottencial nas agências de risco para avaliar a sua situação financeira. Acredito que seja devido a esta mudança de razão social. Esta informação é importante para avaliarmos a saúde financeira do banco e o risco de problemas ou escândalos envolvendo as suas operações.

Ao navegar pelo site, encontrei a informação de que o Banco Neon é, supostamente, mais seguro que os bancos comuns:

banco neon e seguro
Confesso que estes argumentos não me convenceram. Vou explicar porque:

– Biometria: Ok, o reconhecimento via Biometria pelo aplicativo realmente é uma inovação. Não conheço outros aplicativos de bancos que fazem isso. Porém, nos caixas eletrônicos comuns o reconhecimento por biometria é muito comum.

– Cartões Visa: não entendo porque a bandeira Visa representaria uma maior segurança para o banco. É uma excelente bandeira, assim como a Mastercard também é, e na maioria dos bancos você inclusive pode escolher com qual bandeira irá trabalhar. Não vi novidades por aqui.

– Autorizado pelo Banco Central: também não é um diferencial, já que todo banco precisa dessa autorização.

– Afiliado ao FGC : outro item praticamente obrigatório para qualquer banco. Todos os bancos físicos grandes são afiliados ao FGC. Novamente, nada de especial por aqui.

Como vocês podem perceber, esta seção sobre a “segurança” do banco não mostra nenhuma mentira, porém é apenas marketing.

Nenhuma informação representa um grande diferencial com relação aos bancos comuns. Por isso estes argumentos não me convenceram. É importante apresentar esta informação no site, para confirmar que o banco está operando legalmente, porém não justifica a afirmação de que é “mais seguro”. Trata-se apenas de marketing sobre características que todos os concorrentes deles também possuem.

 

Banco Neon: crédito ou débito?

 

Um ponto importante que deve ser esclarecido é que o Banco Neon não possui cartões de crédito, apenas débito.

Então, se você realizar uma compra é preciso ter saldo na conta corrente. Além disso, também não é possível parcelar.

Por este motivo é errado comparar o Banco Neon ao Nubank, pois o primeiro é um cartão de débito e o segundo é um cartão de crédito livre de anuidades. Eu já utilizei o Nubank e gostei muito. Se você conhece alguém que possui este cartão, peça o convite e faça o teste.

 

Atendimento 100% digital

 

Este sim pode ser um grande diferencial para o Banco Neon.

conta digital Neon

O controle da conta-corrente via aplicativos para Smartphone é algo que os bancos grandes também possuem. Inclusive, eu faço tudo pelo aplicativo do Bradesco, só vou ao caixa quando preciso sacar dinheiro.

Não sei como são os aplicativos dos outros bancos, mas no caso do Bradesco eu nunca tive grandes problemas. Porém confesso que a interface poderia ser melhorada.

A interface e o atendimento 100% digital pode ser o diferencial que faz com que o Banco Neon seja superior aos seus concorrentes.

Se o Neon conseguir inovar neste sentido, irá ganhar um grande mercado para si, assim como aconteceu com empresas como Nubank, Uber e Netflix.

Todos sabemos que o atendimento ao consumidor nos bancos grandes é uma verdadeira piada, e é muito importante que surjam concorrentes no mercado com propostas diferentes neste sentido. Assim, as empresas e instituições tradicionais serão pressionadas para melhorar seus serviços também.

 

Objetivos: poupança que rende mais

 

Navegando pelo site, encontrei esta seção de “Objetivos” que é outra função integrada com a conta corrente do banco Neon.

O banco não tem conta poupança, e ao invés disso irá aplicar seu dinheiro em CDBs.

banco neon é seguro

Este também não é um diferencial. Todos os bancos grandes, e a maioria dos pequenos, possuem títulos de CDB. O que vai garantir se este CDB é melhor ou não que uma poupança será a sua rentabilidade líquida.

Lembre-se que há incidência de imposto de renda no CDB, e na poupança não. Para saber mais sobre CDB, leia este artigo.

O que eu achei interessante é o fato de você conseguir dar um “nome” para o seu objetivo diretamente na conta corrente, e isto pode ajudar muito no seu planejamento financeiro. Neste caso, ao invés de possuir dois aplicativos – o do banco e um de controle financeiro – você conseguiria fazer tudo diretamente no aplicativo do Neon.

 

Taxas cobradas pelo Banco Neon

 

Neste tópico entra a parte mais importante deste artigo: as taxas cobradas.

A principal propaganda do Banco Neon é a ausência de “taxas abusivas”, normalmente cobradas nos bancos tradicionais.

Uma coisa que achei interessante foi a transparência do banco, pois consegui encontrar facilmente a tabela de taxas e preços das operações:

taxas banco neon

Analisando esta tabela, logo de cara percebi que o banco não é totalmente isento de taxas, já que há cobrança para saques, transferências, boletos e compras internacionais.

Avaliei estas taxas individualmente, comparando com os preços do meu banco atual:

  • Tarifa de abertura de conta

A maioria dos bancos cobra esta taxa. No Bradesco, o valor é de R$ 30.00.

  • Tarifa de manutenção da conta

Esta tarifa pode pesar muito no bolso. Atualmente pago R$ 5,00 mensais, porém este valor pode chegar até R$ 80,00 dependendo do pacote de serviços utilizado.

Entretanto, os bancos Bradesco, Intermedium, Itaú e Banco do Brasil possuem a modalidade de conta digital, que não cobra esta e outras taxas.

Para saber mais sobre as contas digitais destes bancos, acesse os links abaixo:

  • Tarifa de encerramento da conta

Confesso que eu não sabia que esta taxa existia. Encerrei uma conta no Banco do Brasil há algum tempo e não precisei pagar nenhuma taxa.

Procurei na documentação da minha conta do Bradesco e não encontrei esta informação. Se você está lendo este artigo e já precisou pagar para encerrar alguma conta bancária, por favor deixe seu comentário.

  • Emissão e anuidade do cartão de débito

Aqui vale lembrar: o Banco Neon não tem cartão de crédito, é só cartão de débito. Para um cartão de crédito livre de anuidades, basta usar o Nubank.

Nos bancos comuns, a emissão da primeira via do cartão de débito costuma ser gratuita e também não há anuidade (apenas para cartões de crédito).

Na minha opinião, esta informação serve mais para confundir o consumidor do que para ajudar.

No caso dos cartões de crédito, existem várias opções para não pagar anuidade. Você pode negociar com o seu banco e, dependendo do grau de relacionamento, poderá ganhar isenção da anuidade (meu caso).

Outra opção é verificar outros programas de relacionamento que você possui. Por exemplo, possuo um cartão de crédito da Porto Seguro Cartões 100% livre de anuidade devido ao seguro do carro e residencial.

Por fim, se você não tem acesso a estas opções, procure o Nubank.

  • Tarifa de transferências entre contas Neon

Aqui vai uma pergunta: quantas vezes você conseguiria transferir para alguém que também tem conta Neon??

Não será muita gente. Você precisa avaliar quantas transferências entre contas do mesmo banco fará por mês para saber se a isenção deste custo fará alguma diferença.

Nos pacotes de serviços de bancos tradicionais, normalmente há um número de transferências gratuitas entre o mesmo banco. Por exemplo, o meu pacote do Bradesco dá direito a 2 transferências entre contas de mesmo banco e 2 para a mesma titularidade. O valor cobrado ao ultrapassar estes limites é de R$ 0,90 por transferência.

  • Transferência para outros bancos (TED/DOC)

Este é, na minha opinião, o custo mais pesado. O valor da taxa de TED costuma variar entre R$ 8,00 e R$ 14,00 nos bancos comuns, porém algumas contas possuem um número limitado de transferências gratuitas por mês, assim como o Banco Neon.

O valor cobrado de R$ 3,50 é mais barato que os outros bancos. Porém este problema é facilmente resolvido se você abrir uma conta digital, que é isenta destas taxas.

  • Tarifas para os saques na Rede 24 h

Esta é a tarifa mais problemática. A taxa de R$ 6,90 após o segundo saque do mês é muito cara. Se você fizer 1 saque por semana, seriam R$ 27,60 por mês.

Enquanto que nas contas tradicionais, os bancos oferecem cerca de 3 a 4 saques gratuitos por mês nos caixas eletrônicos ou nos bancos 24 h.

Além disso, você poderá sacar apenas nos caixas da Rede 24 h, já que o Banco Neon não possui caixas de auto atendimento próprios como ocorre com os outros bancos.

  • Geração de Boletos

Você pode gerar boletos bancários quando precisar realizar algum depósito na sua conta corrente do Banco Neon. Os outros bancos não disponibilizam esta opção, logo não podemos comparar este custo.

  • Compras internacionais: IOF + 4%

A cobrança de IOF é algo comum para qualquer compra internacional via cartão de crédito. Porém o Banco Neon cobra, além do IOF, 4% do valor da compra.

Outros cartões não cobram isso. Talvez esteja incluso no valor da anuidade, porém se você possui um cartão livre de anuidade, este custo não existe.

Para pessoas que fazem muitas compras internacionais, esta taxa de 4% irá pesar no orçamento.

Afinal, o Banco Neon Vale a Pena?

 

Avaliando as características do banco e, principalmente, os custos, eu acredito que o Banco Neon não é muito vantajoso. 

Para conseguir isenção de tarifas, basta abrir uma conta digital no Bradesco, Itaú, Intermedium ou Banco do Brasil que possuirá todas as funcionalidades de uma conta corrente comum. A única restrição são as operações no caixa físico. Tudo o que for feito pela internet, aplicativo ou caixas de auto atendimento está incluso no pacote.

Mesmo quem não possui a conta digital, como é o meu caso, ainda assim o banco tradicional sai mais barato ou, no mínimo, o mesmo preço.

Veja esta conta simples:

Vamos supor que eu faça 4 saques, 1 transferência entre bancos e 1 transferência entre contas todos os meses.

Ao final de 1 ano, eu iria gastar R$ 186,00.

Supondo que a conta foi aberta neste ano, acrescentaria os R$ 30,00 pela abertura, totalizando R$ 216,00.

No Banco Neon, realizando as mesmas operações, eu gastaria R$ 248,00.

Se você realiza muitos saques e poucas transferências, é uma grande diferença de preço!

É claro que varia conforme o preço do seu pacote de serviços. Existem pessoas que pagam até R$ 80,00 por mês, aí sim é um custo muito superior ao do Banco Neon. Porém, como mencionei acima, basta abrir uma conta digital para solucionar este problema.

Para cartões de crédito livre de anuidade, recomendo pedir um convite do Nubank. Se você possui convites disponíveis, deixe seu contato aqui nos comentários.

Além disso, outras opções são negociar com o seu gerente ou verificar outros programas de relacionamento que possuem cartão de crédito.

Vale ressaltar que a análise deste artigo é a minha opinião, com base nos dados que encontrei e nos custos que possuo com a minha conta atual.

Não estou afirmando que o Banco Neon é uma péssima opção, e sim que você precisa avaliar quais operações irá realizar todos os meses e verificar se os custos irão compensar.

Se a intenção é buscar tarifas mais baixas, eu, Hevlin,  procuraria primeiro as contas digitais, em seguida procuraria mudar o pacote de serviços da conta atual para os planos mais básicos (como este de R$ 5,00 que eu possuo atualmente) e por último procuraria o Banco Neon.

Vale ressaltar que contas universitárias, contas salário e contas para aposentados também possuem um pacote especial de tarifas, que são mais baixas que as oferecidas ao público em geral.

Espero que você tenha gostado deste artigo. A minha intenção é esclarecer e apresentar dados, então se você possui alguma dúvida ou sugestão, deixe aqui o seu comentário.

Atualmente eu não possuo conta neste banco, e existem um número de contas limitado inicialmente.

Se você conseguiu abrir a sua conta e já está usando o banco Neon, deixe aqui nos comentários a sua impressão sobre os serviços prestados.

Para saber mais sobre o Banco Neon, acesse o site oficial.

 

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comprar ou morar de aluguel

Comprar ou alugar um imóvel: Eis a questão.

Muitas pessoas acreditam que morar de aluguel é sempre pior do que comprar um imóvel. É comum ouvirmos afirmações como:

“Pagar aluguel é jogar dinheiro fora”

“Se você financiar, pelo menos estará pagando algo que é seu”

Esse é um paradigma dominante no Brasil, e muita gente toma essas afirmações como verdades absolutas.

Mas, será que é verdade mesmo?

É preciso analisar até quando vale a pena comprar ou alugar um imóvel, especialmente se for financiado, e neste artigo você irá descobrir como fazer uma análise simples para entender:

– O que vale mais a pena

– Quais os riscos dessa decisão

– Como conhecer mais sobre o assunto e decidir com maior segurança.

Desde já adianto: Irei explicar as questões financeiras, que são extremamente importantes para você enxergar com clareza a situação. Porém, questões psicológicas não devem ser deixadas de lado.

Então, vamos ao conteúdo!

Comprar ou Alugar um Imóvel?

comprar ou alugar

Para tomar esta importante decisão, você precisa avaliar os seguintes fatores:

  • Objetivos de Vida

A compra de um imóvel próprio é uma das maiores decisões financeiras que uma pessoa irá tomar durante a vida. O problema é que muitas vezes esta decisão não é necessariamente o que a pessoa realmente quer ou precisa naquele momento.

Avalie seus objetivos de vida e de carreira.

Quais são seus sonhos?

A casa própria é algo realmente importante para você?

Será que este é o momento correto para se prender a um local fixo e uma dívida de longo prazo?

  • Idade

A idade é outro fator importante, pois pessoas jovens podem esperar mais para poupar dinheiro e dar entrada ou comprar o imóvel à vista. Essas pessoas possuem o tempo ao seu favor.

Inclusive, se você é jovem e está no início da sua carreira profissional, não é recomendável adquirir um imóvel próprio. Nesta fase da vida, é comum surgirem surpresas e oportunidades profissionais, e você precisa ter mobilidade geográfica e financeira para aproveitá-las.

Este é o momento de investir em sua carreira, para que você consiga crescer rapidamente e ter uma renda razoável no futuro.

  • Riscos Financeiros

Além da idade, é preciso avaliar também a sua segurança financeira.

Como está o seu emprego?

Como está a economia?

Você tem segurança financeira para conseguir honrar as parcelas por décadas?

Por fim, outro fator importante é o próprio valor do imóvel no mercado: será que ele vai subir? Será que vai cair?

Tudo isso depende da economia. Se os juros estiverem altos, como é o momento atual, você pagará mais caro pelo financiamento. Avalie também o custo de oportunidade do dinheiro: quanto você poderia estar investindo se não tivesse contraído esta dívida?

Muita gente acha que pagar aluguel é jogar dinheiro fora, mas uma vez que analisamos isso com maior conhecimento financeiro, podemos avaliar esta decisão com maior seriedade e conhecimento.

Não se deixe levar por tradições e ditados populares. A decisão entre comprar ou alugar deve ser feita de maneira consciente.

Alugar um imóvel é jogar dinheiro fora?

vale a pena alugar ou financiar

Esta é uma crença muito comum. As pessoas acham que morar de aluguel é jogar dinheiro fora, pois, ao financiar você estará pagando por algo “que é seu”.

Mas… será que é verdade?

A resposta é fácil: não.

Vamos aos números:

Eu realizei uma rápida simulação no site da Caixa Econômica para o financiamento de um imóvel de R$ 200.000,00 por 420 meses, pela tabela SAC.

O resultado foi esse:

simulacao financiamento caixa

Se você não sabe, o sistema SAC é conhecido popularmente como um financiamento com parcelas decrescentes, e é o sistema mais comum para o financiamento de imóveis.

Isso significa que todos os meses você irá “quitar” (amortizar) o mesmo valor do saldo devedor. Com o tempo, o saldo devedor será reduzido, os juros também (pois irão incidir sobre um saldo cada vez menor) e consequentemente a parcela que você irá pagar ao banco.

Na simulação, a primeira parcela seria de R$ 1.764,45 e a última R$ 393,47.

Como todos os meses a amortização do saldo devedor é a mesma, a última parcela paga do financiamento no sistema SAC é o valor que será abatido do saldo devedor mensalmente.

Isso significa que, na primeira parcela, dos R$ 1.764,45, apenas R$ 393.47 serão usados para quitar a dívida, e todo o valor restante, ou seja, R$1.370,98 são somente juros.

Conclusão: ao pagar esta parcela, você estará jogando fora quase R$1.400,00!

Ao financiar, o imóvel não é seu. É do banco. A garantia do financiamento é o próprio imóvel. Se você deixar de pagar as parcelas, o banco irá tomar o imóvel de você.

Um financiamento nada mais é do que um empréstimo: você pegou dinheiro do banco, e em troca o banco fica com o imóvel. Ele só será realmente seu depois que o financiamento for quitado.

Ao financiar, você também estará pagando aluguel da mesma forma, mas ao invés do imóvel, você alugou o dinheiro do banco. E a parte ruim disso é que o “aluguel” deste dinheiro é muito caro – os juros dos financiamentos imobiliários são altos e a longo prazo.

Então, financiar também é jogar dinheiro fora. A questão é saber escolher em qual cenário você “perderá” menos dinheiro.

Casa Própria: Viver de Aluguel ou pagar o financiamento?

comprar ou morar de aluguel

Vamos agora para a dúvida principal: será que é melhor comprar ou alugar, considerando que o imóvel será financiado?

Voltando para a simulação que fiz no site da Caixa:

simulacao financiamento caixa

Neste caso, você irá comprar um imóvel de R$ 200.000,00, com R$ 46.584,64 de entrada e a quantia financiada será de R$ 153.415,36.

Além disso, temos os valores da primeira e última prestações:

financiamento caixa

Está me acompanhando?

Então vamos continuar…

O preço do aluguel de um imóvel normalmente gira em torno de 0,5% do seu valor.

Ou seja, se você alugasse um imóvel de R$ 200.000,00, pagaria em média R$ 1.000,00 por mês.

Este valor é uma aproximação, pois é possível negociar e conseguir valores menores do que os 0,5%. Inclusive, em época de saturação no mercado imobiliário, ou se o imóvel estiver desocupado há muito tempo, este preço será menor.

Se você escolhesse morar de aluguel, poderia poupar R$ 764,45 por mês, que seria a diferença entre o valor do aluguel e a primeira parcela do financiamento.

Então, logo no início você pode perceber o seguinte:

  • Ao invés de jogar fora R$ 1.400,00 somente com os juros do financiamento, você estará jogando fora apenas R$ 1.000,00 com o aluguel.

Vamos supor que ao invés de financiar, você irá investir o dinheiro da entrada R$ 46.584,64 somado a  R$ 700,00 mensais (que seria o valor aproximado da diferença entre a primeira parcela do financiamento e o valor do aluguel).

  • Investindo desta forma, você conseguirá R$ 200.000,00 em 10 anos. Enquanto que, no financiamento, você demorará 35 anos para quitar a dívida.
  • Se você apenas investir R$ 700,00 mensais, sem considerar o valor da entrada, conseguirá R$ 200.000,00 em 14 anos.

Mesmo considerando que o valor da parcela diminuirá com o tempo, o dinheiro poupado e investido irá crescer mais rapidamente do que a queda no valor das parcelas.

Observação: fiz estes cálculos simulando um investimento que paga 0,6% por mês, que é a rentabilidade média de um título do Tesouro Direto já descontando a inflação.

Percebeu a diferença?

Se olharmos o lado puramente financeiro, não vale a pena financiar. Se você deseja comprar um imóvel, provavelmente a melhor decisão é morar de aluguel e investir mensalmente durante alguns anos para comprar à vista no futuro.

Eu digo “provavelmente” porque este foi um cálculo simplificado, mas em geral os resultados são próximos da realidade.

Se você mora em São Paulo ou no Rio de Janeiro, encontrei esta calculadora online que mostra aproximadamente quando vale a pena alugar ou comprar, baseado em dados regionais:

Clique aqui para acessar o cálculo

É claro que um investimento destes exige disciplina, e existem muitas questões que não considerei nos cálculos, como a valorização do imóvel. É justamente sobre isso que vou falar no próximo tópico.

Imóvel sempre valoriza?

imovel sempre valoriza

Uma crença muito comum no Brasil é a de que os imóveis sempre valorizam. É comum encontrar na mídia notícias como “Preço dos Imóveis dobrou nos últimos 10 anos”.

Além disso, todos nós já ouvimos alguma história do vizinho da sua prima que comprou um terreno por R$ 20.000,00 e vendeu por R$ 100.000,00 em poucos anos.

O que precisamos avaliar nestes casos são quatro pontos importantes:

  • O preço dos imóveis aumenta todos os anos, assim como o preço de tudo aquilo que consumimos – é a chamada inflação. O que precisa ser avaliado, portanto, é a valorização (ou desvalorização) do preço do imóvel já descontando a inflação.

O gráfico abaixo mostra a série histórica de preços dos imóveis no Brasil segundo o índice FipeZap, já corrigido pela inflação IPCA:

tabela fipezap valorizacao imovel

Em uma linguagem simples, o gráfico mostra qual é o aumento ou queda de preço de um imóvel hipotético de R$ 100,00 a partir de 1979.

Observe que em 2015 os imóveis atingiram o valor de R$ 159,35, ou seja, uma valorização de apenas 53.38% em 36 anos. Trata-se de uma valorização média de apenas 1,23% ao ano. É possível conseguir rentabilidades superiores a este valor investindo no mercado financeiro.

Segundo o site RExperts:

“Uma das explicações de porquê tanta gente tem o costume de dizer que os imóveis valorizam muito é que, durante o período de hiperinflação, a referência de valor ficou muito confusa e as pessoas não sabiam se os preços estavam valorizando ou apenas acompanhando a inflação. Se, por exemplo, um imóvel passava de C$ 60 mil (cruzados, cruzeiros ou qualquer outra moeda da época) para C$ 600 mil em um ano (valorização de 10x), porém a correção inflacionária do período era de 15x (muito comum nessa época), o imóvel havia perdido valor, mas a percepção era de que o imóvel tinha se valorizado 10 vezes”. (Fonte)

  • Houve um boom imobiliário no Brasil nos últimos anos, isso é verdade. Porém, será que esta hipervalorização é uma regra? Claramente, períodos de picos como o que ocorreu há alguns anos atrás não são sustentáveis economicamente, e você não deve leva-los em consideração ao tomar qualquer tipo de decisão. A economia é cíclica. Inclusive já é possível notar uma desvalorização no preço dos imóveis nos últimos 12 meses (fonte).
  • Será que esta valorização é alta o suficiente para compensar os custos com os juros dos financiamentos por 20 ou 30 anos?
  • Estes índices normalmente consideram os preços anunciados – e não os preços reais. É comum, especialmente em épocas de crise, que os valores anunciados sejam muito maiores do que o valor real da venda após todas as negociações.

Observe que a afirmação de que “imóveis sempre valorizam” é um mito. Tudo depende dos ciclos econômicos e do período de tempo que você está analisando.

Imóvel não é investimento

vale a pena investir em imoveis

Se você chegou até aqui, provavelmente está pensando que eu sou completamente contra a compra de imóveis…

… e isso não é verdade.

No tópico anterior, revelei alguns números para que você não se deixe levar por notícias oportunistas e crenças populares ao decidir entre comprar ou alugar. É preciso analisar os fatos com números reais e conhecimento sobre o assunto.

Você deve entender a diferença entre os ativos e passivos financeiros. Ao tomar a decisão entre comprar ou alugar, você precisa ter em mente que isto não é um investimento, e sim um custo.

Ativos x passivos financeiros

Ativo financeiro é tudo aquilo que coloca dinheiro no seu bolso. Ou seja, produtos que você adquire com o objetivo de rentabilizar e ganhar dinheiro. Investimentos financeiros como a poupança, Tesouro Direto, CDBs e ações são considerados ativos financeiros.

Já um passivo são bens e serviços que geram despesas para você.

Sendo assim, ao adquirir um imóvel para morar, ele será um passivo do ponto de vista financeiro, pois você terá custos com a manutenção, reformas, impostos e condomínio.

Se você compra um imóvel para morar, a valorização dele não irá te afetar, pois você não irá vende-lo só porque o preço subiu. A decisão de venda ocorrerá conforme seus objetivos de vida, como o nascimento de um filho, mudança de emprego ou mudança de cidade.

Um imóvel só é um ativo financeiro, ou seja, um investimento, se você comprar com a clara intenção de venda ou aluguel. Por exemplo, investidores que compram imóveis na planta e colocam à venda após a construção, ou aqueles que compram casas para ganhar dinheiro com os aluguéis.

É possível ganhar dinheiro investindo em imóveis físicos, desde que seja feito da maneira correta. Se você tem interesse neste assunto, recomendo acessar o Livro Negro dos Imóveis do especialista Leandro Ávila. Já para quem tem pouco dinheiro mas quer investir em imóveis, uma excelente opção são os Fundos Imobiliários.

Então, ao decidir entre comprar ou alugar, você não deve considerar o imóvel como um investimento.

Decidi comprar o imóvel, e agora?

comprar um imóvel

A decisão entre comprar ou alugar não é somente financeira, mas também emocional. Nós sabemos que muitas vezes queremos ter o nosso próprio canto, para poder reformar e personalizar a casa da maneira que quisermos, sem depender da aprovação do proprietário.

Além disso, a desvantagem do aluguel é que os contratos são temporários, e muitas pessoas não gostam de mudanças.

Vamos supor que você analisou os fatores emocionais e financeiros e decidiu que quer comprar o imóvel, mas não pode esperar anos ou décadas para pagar tudo à vista.

Então, o que fazer neste caso? Veja aqui as recomendações:

  1. Acabe com as outras dívidas primeiro

Lembre-se que o financiamento de um imóvel será provavelmente a maior e mais importante dívida da sua vida. Então, antes de qualquer decisão, é preciso acabar com as outras dívidas primeiro, especialmente as descontroladas.

Ao comprar a casa própria, você precisará desembolsar um valor considerável para a entrada e as prestações iniciais também são mais caras.

Elimine o seu saldo devedor de cartões de crédito, empréstimos, prestações ou outros financiamentos antes de iniciar o financiamento da sua casa própria.

Esta ação trará maior segurança financeira e evitará que você piore ainda mais o seu quadro de endividamento.

  1. Prepare-se para os juros altos

Já que você não irá comprar o imóvel à vista, tente minimizar o dano. O ideal é procurar as melhores condições possíveis para o financiamento. Você não deve olhar somente para o valor das parcelas mensais, mas também para as taxas de juros e o prazo do financiamento.

Para que você perca menos dinheiro, é interessante pagar a maior entrada possível e reduzir o tempo do financiamento. Desta forma, os juros irão incidir sobre um montante menor de dinheiro e você estará comprometido com a dívida por menos tempo.

Financiamentos longos são comuns, mas extremamente perigosos. É preciso avaliar friamente se você terá condições financeiras de arcar com o pagamento desta dívida por décadas.

  1. Organize sua vida financeira

O pagamento das parcelas do financiamento é considerado uma dívida controlada, e, portanto, deve estar de acordo com o seu orçamento mensal.

Além disso, é importante ter uma reserva de emergência e um planejamento financeiro, para que você tenha mais segurança na hora de tomar a sua decisão.

Conclusão

Nos tópicos anteriores, você descobriu quais são as crenças comuns e alguns exemplos numéricos sobre se é mais vantajoso comprar ou alugar.

Na maioria dos casos vale a pena alugar e investir a diferença entre o aluguel e a parcela do financiamento. Se você já tem dinheiro guardado, melhor ainda: invista essa quantia e, juntamente com o valor mensal que será poupado morando de aluguel, será possível pagar o imóvel à vista em menos tempo.

Ao comprar à vista você terá um poder de negociação enorme e conseguirá grandes descontos no valor final, além de começar a sua vida nova livre de dívidas.

Se você decidir financiar o imóvel, o ideal é conseguir poupar o maior valor possível para a entrada e reduzir ao máximo o número de parcelas. Nunca se esqueça que o financiamento é uma dívida, e o ideal é quitá-la o mais rápido possível.

É claro que a decisão final entre comprar ou alugar não é somente financeira. Você precisa também avaliar a parte emocional, seus sonhos, objetivos e a situação familiar.

Esta é uma decisão que eu não posso tomar por você.

Neste artigo, apenas apresentei justificativas 100% racionais e frias. Se você acredita que comprar um imóvel próprio trará mais qualidade de vida e isso compensa as perdas financeiras, vá em frente. Lembre-se apenas de preparar seu orçamento para arcar com estas despesas.

O valor do aluguel, taxas de juros do financiamento, rentabilidade dos investimentos, valor da entrada e das parcelas mensais são os números que você precisará avaliar para decidir entre comprar ou alugar.

Para facilitar a sua vida, vou colocar aqui os links de algumas calculadoras online:

– Simulação do financiamento da Caixa

– Comparador de compra ou financiamento de imóveis

– Calculadora FipeZAP (São Paulo e Rio de Janeiro)

Se você quer saber mais sobre financiamento de imóveis, recomendo o Livro Negro do Financiamento de Imóveis do especialista Leandro Ávila.

Já para aprender a investir dinheiro, leia este artigo e confira o Curso Aprenda a Investir, que criei especialmente para quem deseja aprender a poupar dinheiro, investir corretamente, mas está começando do zero.

Espero que este artigo tenha servido para esclarecer os principais pontos a serem avaliados ao decidir entre comprar e alugar.

E agora, eu gostaria de saber: você tem alguma dúvida, discorda de algum ponto ou possui alguma informação complementar sobre este assunto? Deixe aqui seus comentários!

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