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Hevlin Costa

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Hevlin Costa é engenheira, pós graduanda em coaching e educação financeira pela metodologia DSOP, investidora, devoradora de livros e apaixonada por finanças e investimentos.

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A previdência privada é um dos produtos financeiros mais populares e mais ofertados pelos bancos. Na maioria dos casos, ela é vista como uma boa alternativa para garantir uma renda complementar na aposentadoria.

O problema é que existem muitas taxas e regras que devem ser consideradas na hora de tomar uma decisão. Este é um produto muito lucrativo para os bancos, mas nem sempre é vantajoso para o investidor.

Quando você deposita seu dinheiro em um plano de previdência, o banco irá investi-lo em um fundo de investimento.  Este fundo é constituído por vários produtos financeiros, como Tesouro Direto, ações, fundos imobiliários, entre outros.

Em contrapartida, haverá a cobrança de taxas de administração para cobrir os custos destas operações. Na prática, seria como se você estivesse pagando para o banco investir o seu dinheiro.

Por exemplo, na previdência privada do Banco do Brasil (BB), conhecida como BrasilPrev, o correntista pode escolher diversos fundos diferentes:

brasilprev

Cada fundo tem uma característica, requisitos mínimos e um perfil de investimento. Veja por exemplo  como é a composição do fundo RT FIX FIC FI Renda Fixa (fonte) :

brasilprev rentabilidade
Composição de Títulos do fundo RT FIX FIC FI Renda Fixa

Veja que o fundo nada mais é do que uma carteira de investimentos, como mencionado acima. Até aí não haveria nenhum problema neste investimento. A desvantagem começa quando olhamos as taxas, regras e o histórico de rentabilidade destes fundos ao longo do tempo.

Neste ponto, podemos fazer duas reflexões:

– Por qual razão você pagaria para um desconhecido investir o seu dinheiro se você pode fazer isso diretamente sem precisar pagar nenhuma taxa?

– Se a intenção é investir em fundos, porque aplicar em uma previdência se você poderia comprar os fundos diretamente, sem o intermédio (e, consequentemente, taxas) dos planos de previdência privada?

É claro que nem sempre a previdência privada é um vilão. Existem casos em que ela pode ser vantajosa, e irei falar sobre eles neste artigo.  O problema é que muitas vezes as pessoas enxergam este investimento como a única opção possível. Este tipo de coisa acontece justamente porque os planos de previdência privada são extremamente lucrativos para os bancos, e por este motivo existe um marketing pesado envolvido para a venda deste produto financeiro.

A intenção deste artigo é mostrar quais são as características da previdência privada, suas vantagens e desvantagens e os custos que você deve levar em consideração antes de contratar um plano. Lembre-se que normalmente estes planos são de longo prazo, e existem regras muito rígidas a serem seguidas. Sendo assim, é muito importante tomar esta decisão com cuidado, para que você não se arrependa no futuro.

 

O que é a Previdência Privada

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A previdência privada é um tipo de previdência complementar, ou seja, ela é um complemento para a previdência pública, regida pelo INSS, oferecida por bancos e seguradoras.

Alguns também entendem a previdência privada como um produto securitário, ou seja, uma espécie de seguro de vida, especialmente no caso dos planos VBGL.

Ao contratar um plano de previdência privada, é muito importante verificar se a instituição financeira está cadastrada no Susep, que é o órgão que fiscaliza este tipo de produto financeiro.

Existem dois tipos principais de previdência privada, que são o PGBL e o VBGL:

PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre

O valor investido mensalmente pode ser abatido no imposto de renda. Muitos bancos usam este fato como uma enorme vantagem para estes planos, porém é preciso cuidado, pois isto não significa que o PGBL é isento de imposto de renda. Trata-se apenas de um adiamento do pagamento.

O imposto será cobrado ao final do período do plano, sobre todo o montante investido (o dinheiro depositado e também os juros que o dinheiro rendeu). É preciso cuidado neste caso, pois o imposto retido no vencimento do plano muitas vezes não compensa o abatimento gerado pelos depósitos mensais. Lembre-se que em outros investimentos como o Tesouro Direto, o IR incide somente sobre o rendimento (juros) e não sobre todo o dinheiro investido.

VBGL -Vida Geração de Benefício Livre

As parcelas pagas não podem ser abatidas no Imposto de Renda, porém ao final do período o IR irá incidir somente sobre os rendimentos, e não sobre o total investido.

Dependendo do caso, um plano pode ser mais vantajoso que o outro. Normalmente, pessoas que fazem a declaração completa do IR preferem o PGBL, pois assim poderão ganhar alguns benefícios fiscais devido à dedução dos valores pagos para o plano de previdência privada.

Entretanto, vale sempre ressaltar que nenhum destes planos é isento de IR. Tome muito cuidado com o marketing dos bancos, pois muitas vezes acabamos pensando que o valor pago para o PGBL será abatido no IR, mas esta afirmação é incorreta. A vantagem fiscal é apenas momentânea.

A recomendação geral dada pelos bancos é adquirir o VGBL se você estiver em início de carreira profissional ou prestes a se aposentar, e adquirir o PGBL se você possuir uma renda elevada, estiver no auge da carreira e em uma faixa etária de 30 a 50 anos.

Regime de Tributação – Tabela Progressiva e Regressiva

imposto de renda previdencia privada

Além dos tipos de plano de previdência privada (PGBL e VBGL), é preciso também escolher o regime de tributação. Existem duas tabelas utilizadas:

Tabela Progressiva

Nesta modalidade, a alíquota do Imposto de Renda é calculada com base no valor a ser resgatado ou transformado em renda ao final do plano.

tabela progressiva IR

O recolhimento do IR é feito 15% retido na fonte (independentemente do valor) com compensação na declaração anual se necessário.

Regressiva

A tabela regressiva foi criada para estimular os investimentos a longo prazo. Neste caso, a alíquota do IR varia conforme o tempo de aplicação do dinheiro, seguindo a seguinte tabela (retirada do site do BrasilPrev):

tabela progressiva IR

Observe que a tabela regressiva é mais vantajosa para aplicações de, no mínimo, 8 anos. Vale lembrar que as alíquotas da tabela regressiva a curto prazo são maiores que nos investimentos em renda fixa. O IR cobrado para CDB e títulos do Tesouro Direto é de 15% sobre o rendimento para aplicações acima de 2 anos, e as LCI e LCA são isentas.

A escolha entre o regime progressivo ou regressivo dependerá dos objetivos de cada pessoa. Em geral, para aplicações de longo prazo o ideal é a tabela regressiva.

A tabela progressiva é indicada para aplicações de prazos mais curtos ou nos casos em que a renda desejada para a aposentadoria seja inferior às alíquotas mais baixas do IR (7.5% para uma renda inferior a R$ 2.826,65).

 

Taxas Cobradas – Onde o Problema Começa

previdencia privada taxas

A principal desvantagem dos planos de previdência privada, quando comparados a outras aplicações no mercado financeiro, são as taxas cobradas. É comum encontrar bancos que cobram taxas anuais acima de 3%, e este é apenas um dos vários custos deste tipo de investimento. Enquanto isso, aplicações como o Tesouro Direto, cobram taxas de administração anuais de 0,3% e taxas de corretagem abaixo de 0,2% ao ano (inclusive, várias corretoras não cobram esta taxa).

Ao avaliar um plano de previdência privada, é essencial que você tenha uma visão clara e precisa sobre todos os custos envolvidos. Muitas vezes os bancos fazem simulações de previdência com base somente na rentabilidade dos planos, e não descontam as taxas envolvidas.

Existem fundos de previdência privada que possuem rentabilidades atraentes e melhores do que os títulos de renda fixa. Porém esta vantagem é perdida ao considerarmos todas as taxas cobradas. Esta é a principal armadilha que você deve evitar.

Vou repetir: SEMPRE pergunte os custos. Peça a tabela de taxas e o contrato do plano, leve para casa, avalie com calma e só então tome uma decisão.

Agora, vamos avaliar as taxas comumente cobradas nos planos de previdência privada:

– Taxa de Carregamento

Incide sobre a contribuição, ou seja, sobre o dinheiro depositado no plano. Esta taxa varia entre 0 e 5% sobre o valor a ser investido. Existem basicamente três tipos de taxa de carregamento:

  Antecipada: incide sobre cada depósito efetuado.

  Postecipada: incide sobre o valor a ser resgatado antecipadamente ou no vencimento do plano.

  Híbrida: existe cobrança tanto no depósito quanto no resgate do dinheiro.

Em geral, quanto maiores forem os aportes mensais e maior o tempo de permanência no plano de previdência, menor será a taxa de carregamento. Os valores e prazos variam conforme o banco ou instituição financeira.

– Taxa de Administração

Esta taxa normalmente é cobrada sobre todo o dinheiro investido, e serve para custear a administração do fundo de previdência. A média do mercado está entre 1.5 e 5% ao ano. É a taxa que mais compromete a rentabilidade da previdência privada.

Estas taxas são terríveis. Como mencionado acima, se compararmos com o Tesouro Direto, as taxas cobradas pela previdência privada chegam a ser abusivas.

Existem planos com taxas atraentes, porém normalmente são reservados para clientes de alta renda.  Vale ressaltar que, no caso dos fundos de pensão, estas taxas podem ser menores ou diluídas quando o empregador é responsável por uma porcentagem dos aportes mensais. Estes fundos de pensão são os planos de previdência oferecidos pelas empresas aos seus funcionários, como por exemplo a Funpresp para os servidores públicos.

Quando a Previdência Privada vale a pena?

pbgl ou vbgl

Devido às altas taxas cobradas, na maioria dos casos a previdência privada não vale a pena se comparada a outros investimentos em renda fixa ou renda variável.  Porém existem duas situações em que ela pode ser considerada:

– Para quem não consegue investir por conta própria

Pessoas que não possuem o mínimo de organização financeira e não conseguiriam poupar uma quantia mensal para investir por conta própria podem enxergar a previdência privada como uma solução, pois o plano irá obriga-lo a realizar os depósitos. Inclusive, na maioria dos bancos esta quantia já é retirada diretamente da sua conta corrente ou, no caso dos fundos de pensão, descontada da folha de pagamento.

Porém, é bom ressaltar que existe um preço altíssimo sendo pago por esta falta de organização. E como os planos de previdência são a longo prazo, vale a pena refletir se realmente vale a pena perder tanto dinheiro apenas por uma falta de organização no presente.

Além disso, se você não sabe como investir dinheiro e por este motivo quer deixar seu dinheiro na previdência privada, saiba que existe muito material de qualidade à sua disposição. Na minha sincera opinião, vale mais a pena aprender a investir (mesmo que você demore para aprender) do que ficar “preso” a um péssimo produto financeiro.

Aqui no blog existem vários artigos publicados sobre investimentos que podem ajudar quem está começando:

Além disso, também criei o Curso Aprenda a Investir, com vídeo aulas didáticas que ensinam o passo-a-passo para fazer um planejamento financeiro e aprender a investir seu dinheiro de forma segura e com boa rentabilidade. É uma boa opção para quem quer aprender, mas não tem tempo para caçar conteúdos em livros e na internet. No curso, o conteúdo já está mastigado e resumido, e contém o essencial que você precisa saber para sair do zero e comprar seus primeiros investimentos.

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– Para quem tem acesso aos fundos de pensão

Muitas empresas possuem programas de previdência privada fechados, conhecidos como fundos de pensão. Nestes planos, geralmente o funcionário deposita uma quantia e a empresa complementa este depósito. Dependendo do valor investido pela empresa, pode ser uma boa ideia contratar e manter este plano de previdência privada.

Os custos ainda irão existir, e em alguns casos são mais altos do que as taxas cobradas nos planos de previdência privada comuns. Entretanto, como uma parte é depositada pela empresa, estas taxas serão diluídas.

Outra vantagem destes planos é que o valor é descontado diretamente da folha de pagamento, e, portanto, você será obrigado a sempre depositar aquela quantia. Porém, é preciso avaliar se o complemento depositado pela empresa é suficiente para cobrir as taxas cobradas e a possível rentabilidade baixa do investimento.

Considere também que estes planos geralmente possuem um prazo de carência, que pode variar entre 3 e até 10 anos de permanência na empresa. Logo, se você consegue visualizar alguma possibilidade de mudança de emprego antes do prazo de carência, este investimento não é indicado.

Os fundos de pensão podem ser aproveitados para quem tem acesso a este recurso, porém não devem ser a única fonte de investimento. Estes fundos possuem baixa liquidez e não são adequados para objetivos de curto e médio prazo. Sendo assim, eles podem servir como um complemento aos seus investimentos ou como uma espécie de seguro de vida.

Cuidado com as armadilhas!

previdencia privada como funciona

O grande problema da previdência privada são as taxas cobradas, que normalmente não são informadas de maneira clara pelos bancos. Porém existem outras desvantagens que também devem ser consideradas:

Baixa Rentabilidade

Ao depositar seu dinheiro na previdência privada, o banco irá investi-lo em um fundo com determinadas características.

O problema destes fundos é que a rentabilidade não é prefixada como acontece em alguns títulos de renda fixa. Sendo assim, os rendimentos irão variar com o tempo, dependendo de como os administradores decidirem investir o dinheiro, e existem períodos em que os fundos poderão apresentar rentabilidades negativas.

Além disto, é comum que os bancos façam simulações com valores irreais para tornar os planos de previdência privada mais atrativos. O correto é realizar uma simulação com um valor médio do histórico de rentabilidade do fundo, e considerar também os efeitos da inflação.

Alto Risco

Existem vários tipos de fundos que podem ser escolhidos ao contratar um plano de previdência privada, que variam conforme o perfil do investidor.  O que diferencia um fundo do outro é a alocação de ativos, ou seja, a distribuição do dinheiro nas várias classes de investimentos.

Perfis conservadores terão uma alocação maior em renda fixa, enquanto que perfis arrojados terão uma alocação focada em renda variável.

O problema é que o perfil de cada investidor pode variar com o tempo, tanto pela proximidade da aposentadoria, quanto pela aquisição de conhecimentos que traz mais confiança para buscar perfis mais arrojados.

Além disso, existe um problema muito grave: os planos de previdência privada não são cobertos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Ou seja, se o banco ou instituição financeira responsável pelo seu plano de previdência quebrar, você irá perder todo o seu dinheiro.

A lei garante alguma segurança para o investidor em casos de liquidação judicial, porém este processo pode demorar anos, além de ser ineficiente. Se for comprovado que a instituição financeira não é capaz de restituir seus investidores, não haverá reembolso.

Veja um trecho de uma entrevista na revista IstoÉ Dinheiro dada pelo criador dos planos PGBL, Osvaldo do Nascimento (clique para ampliar a imagem):

pbgl vale a pena

vbgl vale a pena

Observe neste trecho que o risco também existe para quem investe nos fundos de pensão:

funpreso fundo de pensao

Logo, além do risco de mercado (comum a qualquer investimento), existe o risco de a instituição quebrar e você não receber o seu dinheiro.

Na entrevista fica claro que não é possível prever a quantia exata que uma pessoa irá receber na aposentadoria. Portanto, desconfie também de propostas que coloquem em evidência esta renda futura, pois existem grandes chances de os valores reais serem diferentes dos anunciados. Acesse aqui a reportagem completa. 

Outros investimentos em renda fixa, como CDBs, LCI, LCA, poupança, letras de câmbio e fundos de investimento são cobertos pelo FGC na quantia de R$ 250 mil por CPF por instituição financeira. O Tesouro Direto não é coberto pelo FGC, mas a sua garantia é o próprio sistema financeiro nacional, que torna este investimento o título mais seguro do país.

Portanto, é errado pensar na previdência privada como uma alternativa segura e rentável para garantir uma renda na aposentadoria.

Baixa Liquidez

Os planos de previdência privada possuem baixa liquidez, ou seja, é muito difícil resgatar o dinheiro aplicado antes do prazo estabelecido. Muitos planos possuem carência, além da alíquota de imposto de renda, que é maior para prazos mais curtos. Ou seja, você irá pagar altas taxas para outros administrarem o seu dinheiro, e será penalizado se precisar resgatá-lo.

Simulações Falsas

É comum que os bancos mostrem gráficos de rentabilidade da previdência privada com projeções extremamente otimistas. O mundo financeiro não funciona assim. Muitas vezes estas simulações são realizadas para aplicações mensais durante décadas considerando cenários econômicos de juros altos e inflação baixa.

Tenha em mente que é impossível prever a rentabilidade de um plano de previdência privada. Você pode olhar o histórico dos fundos, porém o futuro é cheio de incertezas. Isso também vale para quem investe por conta própria, mas a diferença é que neste caso você terá total liberdade para mudar como o dinheiro será investido.

Inclusive, investindo por conta própria, é possível aproveitar ciclos econômicos e oportunidades momentâneas de investimento, o que não acontece em um plano de previdência privada.

Falta de transparência

Este artigo já possui mais de 2700 palavras, e eu não entrei em detalhes profundos sobre todas as regras que envolvem a previdência privada. Mesmo assim, ele está maior do que todos os outros artigos sobre investimentos, incluindo a bolsa de valores. Será que este é um sinal?

Muita gente acha difícil aprender a investir, e escolhem a previdência privada porque aparentemente é algo mais simples.

Este é o maior engano.

A previdência privada possui tantas regras, tributações, legislações, taxas e cláusulas contratuais que este artigo seria transformado em um livro se eu resolvesse esclarecer todos os pontos.

A verdade é que contratar um plano de previdência é mais complexo do que investir em outros produtos financeiros como o Tesouro Direto. As pessoas não percebem isso justamente porque não tem acesso ao conhecimento ou não se preocupam em estudar e entender o que irá acontecer com o seu dinheiro e simplesmente entregam tudo para o banco.

A previdência privada nada mais é do que uma poupança forçada, com a diferença que você estará pagando caro para o banco “cuidar” do seu dinheiro.

Se você tem interesse em investir na previdência privada, preste muita atenção aos contratos. Leia todas as cláusulas, peça as tabelas com o histórico de rentabilidade, alocação de ativos do fundo, e com todas as taxas cobradas.

Além disso, tome cuidado com os falsos benefícios, como a suposta isenção do imposto de renda, imposto sobre herança e da necessidade de inventário em caso de falecimento. Muitas vezes o ganho proporcionado pela isenção não compensa décadas de dinheiro perdido em taxas administrativas. Se a intenção é aproveitar este tipo de benefício concedido pela previdência privada, você deverá encará-lo como um seguro de vida, e não como um investimento.

Conclusão

Se você leu o artigo até aqui, já percebeu que investir na previdência privada não é algo tão simples quanto pode parecer. É preciso avaliar com cuidado as cláusulas contratuais, taxas envolvidas, regime de tributação e a modalidade PGBL ou VBGL que será escolhida.

Se você já possui um plano de previdência e não sabe se deve cancelá-lo, é preciso avaliar com cautela a rentabilidade líquida atual e nos anos anteriores. Verifique qual é a penalidade em caso de cancelamento e compare se esta perda compensa ganhos futuros em outros investimentos.

Outro ponto a ser levado em consideração é a sua capacidade de poupar e investir. De nada adianta recusar ou cancelar um plano de previdência privada se você não fizer nada com o seu dinheiro.

Jamais duvide da sua capacidade de poupar e investir corretamente. É possível administrar suas finanças de maneira simples e inteligente, basta investir em conhecimento. Aqui no Poupar e Viver publiquei vários artigos sobre os mais diversos tipos de investimentos que você poderá usar para aprender.

Além disso, através do Curso Aprenda a Investir, você poderá acelerar o seu aprendizado e parar de perder tempo e dinheiro com investimentos ineficientes.

Conhecimento é tudo. Através dele você poderá tomar suas próprias decisões financeiras, sem depender da opinião dos outros.

Deixe seu comentário falando o que achou do artigo. A sua opinião é importante para que eu continue publicando conteúdos que realmente resolvam os problemas das pessoas 🙂

 

 

 

 

 

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Existem infinitas maneiras de economizar dinheiro, porém fazer grandes sacrifícios não é uma delas. Cortar aquele café de R$ 3,00 que dá forças para continuar o dia não irá transformar a sua vida financeira. Pelo contrário. O stress gerado será maior do que o suposto ganho financeiro (que ao final das contas não é tão grande assim.)

O mesmo vale para outras questões que envolvem economia doméstica. Já publiquei aqui no blog alguns artigos sobre este assunto. Em especial, recomendo que você confira o artigo sobre Como Economizar no Supermercado e 5 Dicas Essenciais para Economizar Dinheiro da Maneira Certa.

Observe que nenhum destes artigos fala sobre estratégias mirabolantes e “ideias criativas”. Sempre encontro muito material na internet com dicas incríveis, lindas e cheias de criatividade para reaproveitar as sobras e economizar dinheiro. Porém na prática não é assim que funciona.

O segredo para economizar dinheiro é tomar ações simples, realistas e viáveis no seu dia-a-dia até transformá-las em um hábito.

A cozinha e a alimentação representam uma parte significativa dos gastos mensais de qualquer pessoa. A verdade é que cozinhar em casa frequentemente sai mais barato do que comer fora, porém se você não tomar cuidado com os alimentos e as compras, é fácil sair do controle.

Selecionei 5 estratégias para economizar na cozinha de maneira fácil e realista. Transformar estas dicas em hábitos fará uma diferença enorme na sua conta bancária 🙂

Então, vamos lá!

1- Compre de Maneira Consciente

Como em qualquer área da vida, o primeiro passo para economizar dinheiro é comprar de maneira consciente. Isso não significa que você deve ser muquirana e contar cada grão de feijão ou substituir toda a sua lista de compras por marcas mais baratas.

Leia o artigo sobre como economizar no supermercado e você verá muitas maneiras de comprar de forma consciente.

Comprar alimentos de maneira inteligente e econômica significa controlar bem as quantidades para evitar desperdícios, escolher os alimentos na safra e sempre ter os alimentos-coringa disponíveis na geladeira, como ovo, cebola, alho e alguma proteína e vegetal. Desta forma você conseguirá economizar dinheiro, comer bem e conseguir um cardápio variado e saudável.

Uma dica é ter uma ideia do cardápio da semana. Se você for uma pessoa mais organizada, faça um planejamento de todas as refeições. Conheço pessoas que moram sozinhas ou tem pouco tempo que planejam o cardápio da semana, cozinham e deixam a comida pronta congelada em potes organizados por dia da semana.

Porém, se você não é tão organizado assim (meu caso), apenas ter uma ideia dos pratos já é um começo. Vejo muitas pessoas comprarem de maneira aleatória, sem pensar nos tipos de alimentos e, principalmente, na quantidade que será consumida.

Compre alimentos na safra

Comprar alimentos na safra trará uma economia enorme para o seu bolso, além de criar mais variedade na sua dieta. Confira neste link o calendário do Ceagesp com a época de safra dos alimentos: veja aqui.

2- Tenha bom senso na quantidade

Muitas vezes quando vamos à feira ou ao supermercado, ou quando estamos com fome, acabamos comprando mais comida do que deveríamos. Para alimentos não perecíveis ou congelados, isto não é um problema. Porém existem alimentos que não podem ser armazenados por muito tempo, como frutas e vegetais. Portanto é importante comprar uma quantia adequada para o consumo da sua família.

No caso das hortaliças, que estragam muito rápido, é recomendável comprar apenas um tipo de verdura por semana. É claro que isso dependerá do consumo e do tamanho da sua família, mas é comum que as verduras estraguem na geladeira. Se você vai à feira toda semana, preste atenção para não exagerar nos vegetais!

Cuidado com as refeições

Outra grande fonte de desperdício é exagerar na quantidade de comida a ser preparada nas refeições. Nós possuímos o costume de ter uma mesa farta, com muita variedade e quantidade de alimentos disponíveis. É aquele típico almoço de domingo. Porém muitas vezes este tipo de costume apenas gera prejuízo e desperdício.

Se você ainda não sabe muito bem qual é a quantidade ideal para a sua casa, experimente reduzir aos poucos a quantidade de comida preparada a cada refeição. Fazendo isso, chegará em um ponto em que você conseguirá cozinhar de maneira eficiente e acabar com o desperdício.

3- Reaproveite as sobras

Não tenha medo de comer comida “requentada”. Não faz mal comer o mesmo arroz e feijão a semana inteira, contanto que ele seja armazenado corretamente.

Vejo muita gente que cozinha todo dia uma coisa diferente e se recusa em jantar a sobra do almoço ou almoçar a sobra do dia anterior. Isso é uma besteira. Comida amanhecida não é veneno, e existem muitas receitas que podem ser feitas com as sobras, como fazer um belo arroz de forno com as sobras daquele frango assado do domingo, ou usar a sobra de estrogonofe como molho de macarrão.

Uma dica essencial para quem possui micro-ondas: ao requentar qualquer alimento, coloque um copo com água junto – a água irá evaporar e evitará que a comida fique seca ou borrachuda. Até pão velho fica macio. Apenas tome cuidado com o tempo: se for maior que 1 min, pause e troque a água. Jamais deixe que a água ferva , pois o copo pode estourar e causar um acidente.

como economizar na cozinha

Tem pão velho em casa? Corte em rodelas, adicione manteiga e orégano e coloque no forno – você terá deliciosas torradas temperadas.

Outra dica fácil é transformar tudo em sopa. Especialmente as sobras do feijão: bata no liquidificador, adicione cebolinha e carne desfiada e você terá um delicioso caldo de feijão.

Por fim, qualquer coisa pode ser transformada em omelete. Por isso, sempre tenha ovos na geladeira!

No caso de caldos, molhos e feijão, lembre-se de sempre fervê-los antes de consumir novamente, mesmo quando armazenados na geladeira.

4 – Invista em temperos

Tempero não é somente sal, pimenta-do-reino, alho e cebola. Existe um mundo gigantesco de temperos diferentes que podem ser usados e combinados para criar pratos deliciosos e criativos. E o melhor : você não precisa ser um Chef para isso.

Não estou falando de temperos prontos como caldo de galinha em tabletes ou misturas para feijão. Estou falando daqueles potinhos coloridos cheios de misturas interessantes, pimentas diferentes e ervas aromáticas.

economizar-com-temperos

Alguns temperos são caros, especialmente as misturas em pó, porém vale a pena o investimento. Já comprei uma caixinha com várias misturas de temperos que custou R$ 30,00 porém durou meses e rendeu várias combinações gostosas.

Parece loucura? Talvez. Porém sou a prova viva de que funciona. Com esta variedade enorme de temperos, consigo comer filé de frango a semana inteira de várias maneiras diferentes.

Possuir vários temperos em casa faz com que você consiga usar ingredientes menos “nobres” e criar combinações interessantes de sabor apenas jogando um pouco de tempero por cima na hora de preparar. Veja só a gaveta de temperos aqui de casa:

gaveta-de-temperos-poupar-e-viver
Nada de Glamour, aqui é vida real: Gaveta bagunçada e temperos sem identificação, mas juro que é feito com carinho 😛

Cultive seus temperos

Muitos temperos podem ser cultivados dentro de casa. Exemplos clássicos são a cebolinha, salsinha, manjericão e alecrim. Você irá precisar basicamente de um recipiente para servir de vaso, um pouco de terra e uma muda ou semente daquilo que você quer plantar.

Você pode deixá-los na janela, sacada, ou plantar na terra do seu quintal ou jardim. São fáceis de cuidar e o resultado é muito bom, pois você sempre terá temperos frescos para usar na cozinha.

Aqui nós começamos a nossa hortinha na semana passada:

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Cultivo meus temperos na lavanderia 🙂 Falta de espaço não é desculpa!

Tem cebolinha, tomilho, hortelã e alecrim. Para fazer essa hortinha, eu gastei R$ 6,00 em cada conjunto de vaso + prato, R$ 0,50 em cada muda e R$ 5,00 para comprar um saco de 5kg de terra , suficiente para encher os vasinhos (sobrou bastante). Gasto total: R$ 31,00.

Porém este valor pode ser muito menor. Os vasos podem ser substituídos por latas ou potes de sorvete usados. Você não precisa necessariamente comprar as mudas ou sementes, basta utilizar caules e talos dos temperos já comprados (veja neste link as dicas de cultivo).

O único gasto que eu recomendo é a terra adubada, que pode ser comprada em qualquer floricultura, casa de jardinagem e até no supermercado. Esta terra já vem com húmus, composto orgânico e com os nutrientes essenciais para o desenvolvimento das plantas.

Veja abaixo como plantar seus temperos corretamente:

plantar-temperos

5- Armazene corretamente os Alimentos

Armazenar os alimentos de maneira correta é uma excelente forma de evitar desperdícios e economizar na cozinha. Comida estragada também significa dinheiro no lixo, e portanto você deve evitar este problema.

Veja abaixo algumas dicas de armazenamento dos alimentos mais comuns:

Leite: Quando abertos, leites de caixinha deve ser guardados na geladeira (os de saquinho, sempre) e de preferência longe das carnes e temperos, para não pegarem o cheiro desses alimentos.

Queijo: Se estiver fora da geladeira, embrulhe-o em um papel filme e guarde em um local seco e arejado. Já na geladeira, é só cobrir com um plástico.

Pão: Nunca esqueça de fechar a embalagem com o arame que vem na embalagem. No caso dos pães de forma, não retire a primeira e a última fatia. Para pães franceses, guarde com o saco de papel e dentro de uma sacola plástica fechada.

Condimentos: não guarde perto do fogão ou em lugares quentes. O calor afeta a cor e o sabor dos condimentos, que devem ser armazenados em recipientes fechados e em locais frescos.

Verduras: Seque as folhas e guarde-as em um saco plástico ou pote fechado com pedaços de papel toalha dentro. Desta forma, o papel irá absorver a umidade e conservar o sabor e a textura das folhas.

Congele os Alimentos

Outra dica importante é congelar os alimentos, especialmente para quem mora sozinho e demora para consumir a comida.

Carnes, aves e peixes: limpe as peças, retire as partes não comestíveis (gordura, escamas, ossos) e separe em pequenas porções. Não congele carne temperada, e separe em potes pequenos para que você descongele apenas o que será preparado.

Frutas: Limpe e retire os caroços. Assim como a carne, guarde as frutas em potes pequenos para descongelar apenas o que for ser usado. Frutas congeladas são excelentes para preparar sucos e vitaminas!

Legumes: Antes de congelar os vegetais, use a técnica do branqueamento. Mergulhe o alimento em água fervente por alguns segundos e coloque-o em água fria logo em seguida. Com esta técnica, o cozimento será encerrado e irá conservar as características de textura, sabor e cor.

Conclusão

Além de evitar desperdícios, economizar na cozinha fará um bem enorme para o seu bolso. É possível comer bem gastando pouco, e esta economia começa no supermercado e vai até o reaproveitamento das sobras e o congelamento dos alimentos.

Por fim, uma dica: aprenda a cozinhar. Além de mais saudável, cozinhar em casa é muito mais barato do que comer fora. Eu aprendi isso a duras penas, já que não possuo muitas habilidades culinárias. Na verdade, quem cozinha bem é o meu marido, porém eu também aprendi a me virar e fazer o básico para o dia-a-dia.

Para quem gosta do assunto, recomendo a série “O que tem na geladeira?” da Chef Rita Lobo:

Nesta série, a Rita Lobo mostra uma série de receitas fáceis com vários tipos de alimentos comumente encontrados na sua geladeira: chuchu, pimentão, milho, cebola, tomate, entre outros. Garanto que as receitas dela são realmente fáceis de executar.

E você, quais são as suas estratégias para economizar na cozinha? Deixe o seu comentário ao final do post 🙂

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Vamos ser sinceros: Organizar as finanças pessoais já é difícil para quem possui um salário fixo e recorrente. Porém, quando você é um freelancer, profissional liberal, autônomo, ou possui um cargo comissionado, o salário não existe. A sua renda mensal varia todos os meses, e organizar as finanças pessoais torna-se uma tarefa ainda mais difícil.

Ter uma remuneração variável é uma verdadeira armadilha. Como você muitas vezes não sabe nem quanto dinheiro terá no próximo mês, fica muito difícil fazer um planejamento financeiro pessoal a longo prazo. Os conselhos tradicionais de “manter um orçamento mensal”, “guarde X % do seu salário todos os meses”, não são suficientes para equilibrar a sua vida financeira.

Eu sei como é difícil, pois estou passando por isso neste exato momento. Até 2015 eu trabalhava com CLT, recebia o mesmo salário todos os meses, e sempre consegui controlar as minhas contas mensais. Porém, em julho de 2015 eu decidi mudar a minha vida: pedi demissão e comecei a trabalhar por conta própria através da internet.

Hoje o meu trabalho é manter este blog, dou palestras e também cursos sobre educação financeira. Eu adoro a vida que tenho hoje, pois tenho mais liberdade criativa e realmente sinto que estou contribuindo mais com a sociedade do que quando eu trabalhava em uma empresa.

Porém essa nova realidade trouxe um tipo de stress que eu nunca havia tido: o stress financeiro.

Eu me planejei financeiramente para largar o meu emprego, tenho a minha reserva financeira, porém tive problemas para administrar o meu orçamento mensal. Senti na pele a dificuldade que muitos médicos, jornalistas, freelancers, autônomos, corretores de imóveis e profissionais liberais em geral passam todos os meses.

Não é fácil manter as contas em dia e planejar o futuro se cada mês é uma surpresa, não é mesmo?

Apesar disso, eu consegui encontrar o meu caminho, e você pode fazer o mesmo. É perfeitamente possível adaptar todos os conceitos de educação financeira e planejamento financeiro pessoal para a realidade de um profissional liberal, autônomo ou freelancer.

O que você precisa ter em mente é que, se a sua renda não é constante, é preciso ser mais organizado financeiramente do que um profissional assalariado. E neste artigo, você irá entender como isso deve ser feito da maneira correta. Então, vamos lá!

Organize as finanças pessoais e empresariais separadamente

como organizar as finanças pessoais

Não importa se você é um empresário, comerciante, corretor de imóveis ou redator freelancer. O primeiro passo para não ficar no vermelho e conseguir organizar as finanças pessoais é separar as contas do seu negócio das suas finanças pessoais.

Entenda que o seu “negócio” não é necessariamente uma loja física ou consultório, e sim a sua profissão como um todo. Um freelancer não possui ponto comercial, mas a sua profissão possui custos próprios, seja com impostos, internet, livros e treinamentos. Um corretor de imóveis possui gastos com combustível, roupas, almoços com clientes, internet, entre outros. Então, não entenda a palavra “negócio” no seu sentido tradicional, e sim enxergue você e a sua profissão como uma empresa.

O ideal é possuir duas contas bancárias distintas – uma para você e uma para a sua empresa/profissão. Desta forma também será mais fácil separar o dinheiro que você irá gastar para manter ou investir no seu negócio daquele utilizado para pagar as contas da sua casa, além de facilitar a contabilidade e o pagamento dos impostos.

As suas contas serão, ao todo, separadas em quatro categorias:

Gastos Pessoais: são seus gastos mensais com aluguel, comida, alimentação, etc.

Gastos do Negócio/Profissão: custos que envolvem o seu negócio ou profissão, como combustível, aluguel, internet, compra de equipamentos, treinamentos e eventos.

Poupança Pessoal: trata-se do seu planejamento financeiro pessoal, os valores que você irá poupar para atingir seus objetivos de curto, médio e longo prazo, além da reserva de emergência.

Poupança do negócio/Profissão: trata-se do dinheiro que deve ser guardado para manter o seu fluxo de caixa em dia. O valor poupado irá depender do tipo de negócio ou profissão, além de cobrir também os impostos.

Esta separação é, na minha opinião, o ponto principal para você conseguir organizar as suas finanças pessoais corretamente.

Na prática, para realizar esta separação, se você possui CNPJ o ideal é abrir uma conta Jurídica em nome da sua empresa (inclusive para quem é MEI) e uma conta bancária de pessoa física. Esta divisão é benéfica, inclusive, para efeitos de contabilidade.

Se você não possui CNPJ, existem três opções:

  • Abrir uma conta digital e usá-la para o seu negócio/profissão. A conta digital é isenta de taxas, e desta forma não haverá custos adicionais para você.
  • Transferir todos os seus ganhos diretamente para a sua poupança e apenas retirar o valor correspondente ao seu planejamento financeiro pessoal. Esta opção é um pouco mais complicada porque não haverá uma separação clara entre o dinheiro pessoal e do seu negócio, mas serve como uma solução provisória.
  • Não abrir duas contas separadas, mas controlar rigidamente o orçamento pessoal e profissional através de planilhas, cadernos ou aplicativos. Essa é a solução que muitas pessoas adotam, porém é mais difícil de ser colocada em prática no dia-a-dia. É ideal para pessoas que já são organizadas.

 

Calcule a sua renda média mensal

controle financeiro pessoal

O segredo para conseguir manter um controle financeiro pessoal é baseado em uma ideia muito simples: pague um salário a si mesmo. Todos os meses, na mesma data, transfira uma porção do dinheiro do seu negócio para a sua conta pessoal (daí a importância de possuir contas separadas). É como se você fosse um empregado de si mesmo.

Para calcular o valor deste “salário”, você deverá levar em consideração as suas despesas anuais. Some os seus gastos fixos mensais, multiplique por 12, e acrescente os gastos anuais, como seguro do carro, IPVA e impostos. Depois, divida tudo por 12 novamente e você terá o valor correspondente ao salário mínimo que você precisa ganhar para sobreviver e pagar as suas contas sem contrair dívidas.

Esta estratégia funciona para quem quer saber quanto dinheiro precisa ganhar para pagar as suas contas mensais. Porém, se o seu negócio ainda não é estável e a variação nos ganhos é muito grande, é preciso realizar o processo de maneira inversa.

Some todos os seus ganhos no último ano, ou no mínimo nos últimos 6 meses. Subtraia deste valor os gastos com o negócio, incluindo os impostos pagos, retire 10% para ser poupado e o resultado da conta será o lucro do período.

Divida o lucro por 12 (ou 6, ou pelo período que você considerou ao somar os rendimentos) e este será o valor máximo do salário mensal que você poderá pagar a si mesmo.

Lembre-se que é importante deixar uma “folga” no orçamento para imprevistos ou para uma queda momentânea no faturamento do seu negócio. Sendo assim, calcule um salário mensal que seja menor do que o valor máximo encontrado no parágrafo anterior.

O valor ideal do salário varia de pessoa para pessoa. Com o cálculo da sua renda média anual, você conseguirá o valor máximo que pode ser pago. Por outro lado, também é necessário realizar um orçamento mensal e calcular quais são seus gastos básicos.

Se o valor do salário máximo possível é maior que os seus gastos, ótimo. Você pode definir o seu salário e deixar uma folga para construir o seu fundo de emergência mais rapidamente.

Porém, se o salário máximo é menor do que os seus gastos, há um sinal de alerta: significa que o seu negócio está ficando no vermelho mês após mês, e cedo ou tarde você irá se endividar. Portanto, a prioridade deve ser reduzir os seus gastos pessoais e trabalhar para aumentar a sua renda. Desta forma, você conseguirá organizar as finanças pessoais sem prejudicar o seu negócio.

 

Pague as despesas do seu negócio primeiro

planejamento financeiro pessoal

Quando você trabalha para si mesmo, não existe uma pessoa que irá retirar parte do seu salário para pagar os impostos, plano de saúde, cesta básica e outras despesas. Logo, antes de organizar as finanças pessoais e calcular qual será exatamente o seu salário, é preciso considerar estes gastos também:

Impostos: deixar de pagar os impostos do seu negócio trará sérios problemas com a justiça e com a sua contabilidade. Priorize o pagamento de quaisquer impostos e taxas envolvidas com o seu negócio/profissão, inclusive as despesas com os Conselhos Profissionais (CREA, CRECI, CRM, OAB, entre outros).

Custos de Manutenção do Negócio: pague todos os custos fixos do seu negócio, como aluguéis, internet, energia, funcionários, ferramentas, combustível e outras despesas essenciais para o seu trabalho.

Reserva para o Fluxo de Caixa: Separe pelo menos 10% do seu faturamento para ter um fluxo de caixa reserva para o seu negócio. Este dinheiro funcionará como uma reserva de emergência para cobrir possíveis atrasos nos pagamentos, quedas momentâneas no faturamento e para pagar o seu salário mensal nos meses de baixa.

Plano de Saúde: Considere o seu plano de saúde como uma despesa diretamente ligada ao seu negócio. Imagine que você é um funcionário de si mesmo, e um dos principais benefícios oferecidos ao contratar um funcionário é o plano de saúde corporativo. Considerando como o SUS funciona (ou deixa de funcionar) na maioria das cidades, ter um plano de saúde privado é uma prioridade para a maioria das pessoas.

Após o pagamento de todas estas despesas, você deverá retirar a quantidade calculada para o seu salário. Se no mês atual a sua renda não foi suficiente para cobrir as despesas e o salário, você deverá retirar o dinheiro do fundo reserva do seu negócio.

Nos meses em que a renda ultrapassar os custos, use o dinheiro adicional para cobrir as retiradas que foram feitas neste fundo. Desta forma, você conseguirá sempre manter um ganho mensal mesmo sendo um profissional autônomo ou freelancer.

É importante ressaltar que o valor do seu salário deve ser recalculado se houver mudanças bruscas no faturamento da sua empresa ou na renda do seu negócio. O ideal é recalcular estes valores a cada 6 meses ou após crises, entradas ou saídas de grandes projetos.

 

Defina um dia fixo para o pagamento

tenha um dia fixo para pagamento

Escolha uma data fixa para o pagamento do seu salário, de preferência após as datas de vencimento das despesas do seu negócio.

Ter um dia fixo para o pagamento irá ajudar a controlar os seus gastos e organizar as finanças pessoais. Além disso, a sensação de que existe um dia fixo para o dinheiro entrar ajuda a reduzir o stress financeiro decorrente de uma fonte de renda que varia todos os meses.

 

 

Controle os Recebimentos

controle financeiro pessoal

Existem muitos autônomos e freelancers que recebem o pagamento de clientes praticamente todos os dias, e muitas vezes em dinheiro vivo. Se este é o seu caso, o ideal é separar um dia da semana para depositar este dinheiro no banco diretamente na conta da empresa, e realizar saques e retiradas apenas nos dias de vencimento das contas e no dia escolhido para o pagamento do seu salário.

O maior erro da maioria dos autônomos é ficar com o dinheiro recebido em mãos e gastar com pequenas compras diárias. Esse tipo de atitude atrapalha a o controle financeiro pessoal e faz com que você perca completamente o controle das suas contas.

Não deixe isso acontecer. Por mais que o dinheiro em mãos traga a ilusão de que os negócios vão bem, gastar sem pensar poderá destruir a sua vida financeira e colocar o seu negócio em risco.

Outra coisa: Não gaste seu dinheiro com base em recebimentos futuros.

O pagamento pode atrasar. O projeto pode ser cancelado. Imprevistos irão surgir. Nunca, jamais, em hipótese alguma, gaste o dinheiro no presente pensando em recebimentos futuros. Receba primeiro, gaste depois.

Tenha reservas pessoais e para o seu negócio

como organizar as finanças pessoais com um controle financeiro

Para conseguir organizar as finanças pessoais e ter um salário fixo, é preciso calcular o valor do seu salário e retirá-lo da conta da empresa todos os meses na mesma data. Porém, para conseguir cobrir os meses em que a sua renda é menor, é preciso primeiro ter uma reserva financeira.

Logo, se você está começando hoje a organizar as finanças pessoais, o primeiro passo é montar uma reserva de emergência para o seu negócio.

Guarde este dinheiro e junte uma quantidade suficiente para conseguir pagar os custos fixos do negócio e o seu salário por alguns meses. Desta forma, você conseguirá superar crises e meses ruins sem entrar no vermelho ou atrapalhar o seu orçamento mensal pessoal.

Existem muitos métodos para criar esta reserva, e uma delas é o conceito Open Doors, que eu explico em uma palestra disponível para os alunos do Curso Aprenda a Investir. É uma palestra em que eu ensino o passo a passo para criar a reserva Open Doors e garantir o salário fixo mensal mesmo sendo um profissional liberal, autônomo ou freelancer.

Nesta palestra, eu explico com mais detalhes e de forma prática o que deve ser feito para organizar as finanças pessoais e do seu negócio ou profissão.

Algumas pessoas me perguntaram se seria possível ter acesso somente à palestra, porém como mencionei ela é um bônus para os alunos do curso. Entretanto, muita gente precisa deste conteúdo e não achei justo deixá-las de fora. Por este motivo, resolvi disponibilizá-la por um valor simbólico neste link: Clique Aqui para Acessar a Palestra.

Planejamento Financeiro PEssoal

Para conhecer o Curso Aprenda a Investir, acesse a página oficial.

 

Concluindo…

Além dos desafios inerentes da profissão, ser um profissional liberal, autônomo ou freelancer traz muitos desafios na hora de organizar as finanças pessoais. Sem ter um salário fixo, é difícil planejar o futuro. Especialmente para objetivos de longo prazo, como a aposentadoria.

Por este motivo, é essencial separar as contas pessoal e profissional e estabelecer um salário para si mesmo. Os empresários conhecem esta quantia como pró-labore.

Para que você consiga equilibrar suas contas apesar da renda ser variável, é preciso pensar em si mesmo como uma empresa e lidar com questões como custos fixos, fluxo de caixa, pró-labore e a reserva financeira da empresa.

O primeiro passo para conseguir manter o pagamento das suas contas e do seu salário em dia é criar uma reserva de fluxo de caixa. Enxugue suas contas, reduza os gastos, economize e deixe este dinheiro guardado em uma poupança.

A partir daí você conseguirá usar esta reserva para pagar o seu “salário’ nos meses com baixo faturamento, e usar o dinheiro excedente dos meses bons para reconstituir a reserva. O importante é mantê-la sempre ativa. Este será o seu colchão financeiro, a sua proteção para imprevistos e o passaporte para uma vida financeira mais tranquila e organizada. Só assim você conseguirá começar a organizar as finanças pessoais e transformar os seus recebimentos variáveis em um salário fixo e recorrente.

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Como Economizar no Supermercado

Aprender como economizar no supermercado é uma das melhores soluções para quem está com o orçamento apertado. Porém, nem sempre esta é uma tarefa simples.

A primeira coisa que você deve ter em mente é que os supermercados são feitos para fazer você gastar dinheiro. São como catedrais do consumismo. Todas as prateleiras, corredores, disposição dos produtos, decoração e até a música ambiente é cuidadosamente planejada para encorajar o consumo.

Confira neste vídeo da Revista Galileu algumas das estratégias de Marketing comumente usadas pelos supermercados:

Você pode perceber isso com uma experiência simples: observe as gôndolas perto do caixa. Elas são recheadas de itens comestíveis, na sua maioria chocolates, balas ou refrigerantes, muitos com preços baixos, em tamanho pequeno e dispostas em estantes baixas.

Isso é feito para atrair crianças e incentivar você a comprar algo para beliscar assim que sair do supermercado. Muitas vezes estas gôndolas possuem revistas, brinquedos e outros itens diversos que incentivam a compra por impulso.
armadilhas de consumo

É aí que começa o problema. Diferente de uma loja no shopping, o supermercado é uma necessidade que não podemos evitar. Então, como lidar com isso e evitar gastar além do que deveríamos ao fazer compras?

Neste artigo, coloquei algumas dicas que eu mesma utilizo para economizar no supermercado. Entenda que, apesar de existirem muitas recomendações divergentes entre os especialistas, na verdade você precisa encontrar a estratégia mais adequada para o seu dia-a-dia. E, acima de tudo, mudar seus hábitos de consumo como um todo.

Desta forma o ato de economizar dinheiro se transformará em algo corriqueiro e automático, independente se você está no supermercado ou no shopping.

Fazer a “compra do mês” ou ir ao supermercado aos poucos?

Esta é uma pergunta comum para quem quer saber como economizar no supermercado, e a resposta depende pura e simplesmente da sua rotina doméstica e familiar.

Existem casos em que é mais indicado realizar compras grandes, enquanto que para algumas pessoas uma compra pequena, porém frequente é a melhor solução.

economizar no supermercado

Para tomar esta decisão, é preciso entender que cada estratégia possui suas vantagens e desvantagens.

Compras grandes uma vez ao mês: A vantagem de realizar uma “compra do mês” é a possibilidade de frequentar os famosos Atacadões e conseguir ótimos descontos. Por outro lado, o grande problema das compras do mês são os alimentos perecíveis, como verduras e legumes.

Além disso, ocorre uma montanha-russa gastronômica: no início do mês a despensa está cheia de guloseimas, e conforme o tempo passa elas acabam e você só consegue pensar na próxima ida ao mercado.

Pequenas compras ao longo do mês: o problema de ir muitas vezes ao supermercado é aumentar as chances de pequenas compras por impulso. Além disso, você também encontrará uma dificuldade maior para controlar este orçamento se comparado às compras mensais.

Porém, a vantagem é manter a despensa equilibrada com alimentos e produtos de higiene o mês inteiro, além de sempre possuir alimentos frescos em casa.

Não existe uma resposta universal, é preciso encontrar um equilíbrio. Para isso você deve observar quais são os itens de maior consumo e quanto tempo eles demoram para acabar.

Comprar em quantidades grandes para lotar os armários com estoque de alimentos e produtos de limpeza nem sempre é uma boa ideia. Por outro lado, o ideal é reduzir ao máximo as idas ao mercado, para evitar as compras por impulso.

A verdade é que a mudança de mentalidade e o autocontrole dentro do supermercado para evitar o consumismo é mais importante do que decidir entre planejar compras mensais ou semanais.

Você precisará avaliar a sua situação e escolher a opção mais prática. Por exemplo, na minha casa moram apenas dois adultos. Em geral nós vamos 1 vez por mês ao supermercado para fazer uma compra grande de alimentos não perecíveis e produtos de limpeza e higiene. A cada 15 dias vamos ao açougue e toda semana vamos à feira. Além disso, moramos na frente de um supermercado, então 1 vez por semana vou lá para comprar frios e pão, que são alimentos que estragam rápido.

Essa foi a rotina que funcionou para nós. O grande problema de focar apenas na compra mensal é que ela não substitui as idas rápidas ao mercado, pois existem alimentos que estragam no período de poucos dias. Então, além de criar uma rotina, é importante que você aprenda a resistir às tentações das compras por impulso.

 

Como economizar no supermercado de maneira automática

Entender como economizar no supermercado vai além de fazer uma lista de compras ou escolher as melhores ofertas. Inclusive, fazer uma lista é o que todos recomendam, e você sabe que é preciso fazer. É a decisão mais lógica.

O que não é tão evidente são os incentivos inconscientes que nos impulsionam a comprar demais, mesmo quando estamos tentando seguir uma lista.

Preste atenção ao ambiente à sua volta. Todo supermercado é planejado para incentivar o consumo, especialmente as redes grandes de varejo, cuidadosamente projetadas para isso.

Observe a disposição dos produtos nas prateleiras. Normalmente, os produtos dispostos no meio da prateleira, na linha de visão da maioria das pessoas, são os mais lucrativos para a empresa.

No caso de produtos infantis, são dispostos em alturas mais baixas. O problema é que algumas vezes os produtos mais lucrativos para o supermercado nem sempre são vantajosos para você.

Confira no infográfico abaixo algumas das estratégias utilizadas pelos supermercados (clique na imagem para abrir):

gastar menos no supermercado

Portanto, observe melhor, veja os artigos dispostos nas prateleiras mais altas e baixas.  Você poderá encontrar marcas alternativas ou promoções que irão resultar em grandes economias.

Não se deixe levar por apelos de marketing, embalagens bonitas e cheiros convidativos. Foque no que é importante e não tome decisões por impulso.

Cuidado com promoções!

Você sabia que muitas vezes os supermercados anunciam promoções que na realidade não representam uma redução real no preço dos produtos?

como economizar dinheiro

É revoltante, mas é verdade. As mais famosas são as do tipo “leve 3 pague 2”. Nesse tipo de promoção, é comum elevarem o preço unitário do produto. O consumidor vê o anúncio e acha que estará ganhando uma unidade grátis, quando na verdade o preço das duas unidades pagas é igual ao preço de três unidades fora da época da promoção.

Portanto, sempre calcule o preço unitário para avaliar se realmente está valendo a pena.

Lembre-se também que, se aquele for um item perecível ou que você não consome regularmente, não vale a pena comprar e estocar mesmo que o preço esteja mais baixo. Esse tipo de atitude irá desequilibrar o seu orçamento e tem um grande potencial de causar desperdício.

Para escapar de promoções enganosas, é importante que você sempre preste atenção aos preços dos produtos.

Algumas pessoas usam listas e aplicativos para anotar a variação dos preços. Como eu sou uma pessoa desorganizada, não consigo fazer isso, porém sempre presto atenção e consigo me lembrar do valor aproximado de cada produto.  Com isso, posso avaliar se aquele anúncio realmente é uma promoção ou não.

Outro conselho importante sobre como economizar no supermercado é sempre conferir os preços nos leitores de código de barras.

É muito comum que os supermercados possuam preços diferentes na gôndola e no caixa. Se esse tipo de situação ocorrer, saiba que o Código de Defesa do Consumidor determina que você sempre tem o direito de pagar o preço mais baixo.

Em compras grandes essa avaliação pode ficar complicada devido ao grande número de produtos. Nesses casos, você pode escolher passar os produtos em promoção primeiro no caixa e conferir se os valores estão corretos, e em seguida passar os demais produtos.

Experimente marcas alternativas

É normal estarmos acostumados com algumas marcas para determinados produtos, mas existem diversas alternativas mais baratas. Porém, tenha atenção. Como economizar no supermercado não significa viver à base de produtos de má qualidade, você não pode sacrificar demais esta qualidade em função do preço. Especialmente em itens alimentícios.

lista de compras supermercado

O problema é que somente comprar as marcas mais caras ou conhecidas pode gerar um custo muito alto para seu orçamento no final do mês. Existem produtos mais caros que realmente são melhores, mas essa não é uma regra geral.  Muitas vezes compramos determinada marca por puro hábito, sem ao menos considerar outras opções mais em conta.

Em produtos alimentícios este teste é um pouco mais difícil, pois cada marca tem seus aromas e sabores característicos. Mas para produtos de higiene e limpeza esse teste é fundamental, pois a diferença de qualidade pode ser imperceptível.

Eu já passei por muitas situações em que testei produtos de marcas inferiores ou menos conhecidas para economizar no supermercado e não senti diferença na qualidade. Inclusive, muitos eram melhores do que seus equivalentes “famosos”.

Sendo assim, vale a pena testar marcas similares. Você irá se surpreender com as suas descobertas.

 

Não faça compras com fome

Nunca, jamais, em hipótese alguma, vá ao supermercado com fome, pois você estará mais disposto a comprar comida desnecessariamente. As embalagens serão mais atrativas, e a padaria será irresistível.

economizar no mercado

Essa é uma dica comum sobre como economizar no supermercado. Eu mesma testei e realmente funciona. Na minha opinião, os melhores horários para ir ao mercado são após o café da manhã, almoço ou logo após a academia. Percebi que a chance de comprar junk food e lanchinhos extras é menor nestes casos.

O pior horário é, infelizmente, logo após o trabalho. Você estará cansado, com vontade de jantar, e terá uma tendência maior a comprar alguns “agrados” não planejados após um dia cansativo.

Além disso, tome muito cuidado com aquelas idas rápidas ao mercado, padaria ou loja de conveniência. Dar aquela “passadinha” na padaria que fica no caminho para sua casa ou trabalho irá se transformar em um ralo sem fundo para o seu dinheiro.

Aos poucos, esses pequenos gastos se transformam em centenas de reais que farão falta no futuro. Elimine este hábito, e torne estas visitas à padaria menos frequentes. O seu bolso agradece.

Pesquise no comércio local

Nem sempre os grandes supermercados ou atacadistas são as melhores opções para determinados produtos. Existem comércios locais como Hortifrúti, Varejões, açougues e feiras que possuem produtos mais baratos e de melhor qualidade que o supermercado.

Além disso, como são estabelecimentos altamente especializados, muitas vezes não possuem as gôndolas forradas de guloseimas que incentivam as compras por impulso.

economizar com comida

Não é lindo ir à feira e se deparar com tantos alimentos bonitos e frutas diferentes? Pois é.  Além de incentivar o trabalho do produtor local, o ambiente da feira irá favorecer uma alimentação mais saudável para você e para a sua família.

Na minha casa, nós praticamente não compramos carne, frutas e verduras no supermercado, pois nos acostumamos a ir à feira e ao açougue.

A diferença no bolso também é significativa, pois é muito comum encontrar alimentos mais baratos e frescos na feira do que no supermercado.  O mesmo é válido para açougues e hortifrútis.

Use produtos caseiros

Todos nós conhecemos aquelas dicas fantásticas de produtos simples feitos em casa com ingredientes naturais que substituem os industrializados e ajudam a economizar no supermercado. Apesar de muita coisa parecer difícil de ser feita, existem uma série de produtos caseiros que são tão bons quanto, ou melhores, que os seus correspondentes industrializados.

Além de contribuir com o meio ambiente e reduzir a quantidade de produtos químicos na sua casa, utilizar produtos caseiros fará uma grande diferença no seu bolso.

Você conseguirá economizar muito no supermercado simplesmente utilizando as receitinhas da vovó.

Os exemplos são inúmeros, desde alimentos, molhos e polpas congeladas até produtos de higiene e limpeza. Algumas receitas são complexas, mas existem opções simples, perfeitas para quem não tem tempo para preparar estes produtos.

Há um tempo publiquei no Facebook do Poupar e Viver uma receita de pó de cappuccino caseiro que sempre faço aqui em casa, comparando o custo da receita com o preço da mistura pronta vendida no supermercado:

dicas de economia doméstica

Veja que a receita, além de simples, representa uma economia entre 8 e 20 reais.

Outra receita que é extremamente eficiente é utilizar vinagre como amaciante e como agente de limpeza para higienizar a máquina de lavar. O vinagre retira os odores, mata fungos e amacia as roupas. Basta adicionar algumas colheres de vinagre no compartimento de amaciante da sua máquina de lavar. Eu utilizo esta receita para toalhas e panos de prato, nos quais não é indicado o uso de amaciantes comuns. O cheiro de vinagre não fica impregnado no tecido e o resultado é fantástico.

Outro uso interessante do vinagre é como fungicida. Você pode utilizá-lo para limpar o banheiro, cozinha e higienizar tábuas de carne.

O vinagre e o cappuccino são apenas dois exemplos, mas existem muitas de receitas de produtos de limpeza caseiros que irão ajudar você a economizar no supermercado. Uma rápida busca no Google revelou várias dicas interessantes, confira no link abaixo:

No Facebook, costumo postar alguns testes com produtos caseiros e dicas rápidas sobre economia doméstica. Curta a página do Poupar e Viver para receber as atualizações.

Conclusão

Saber como economizar no supermercado vai muito além de fazer lista de compras e pesquisar os melhores preços. O ponto chave é entender que o ambiente conspira contra você e portanto você precisa encontrar alternativas para fugir das compras por impulso.

Além disso, é preciso prestar atenção aos preços, promoções e pegadinhas comuns neste tipo de ambiente. Buscar alternativas locais em hortifrútis, varejões, açougues e feiras também fará uma diferença enorme no seu orçamento e incentivará o consumo de alimentos mais frescos e saudáveis.

Por fim, procurar marcas alternativas e receitas caseiras poderão resultar em grandes economias e surpresas agradáveis para o seu orçamento.

Os gastos com supermercado representam boa parte das nossas despesas mensais, portanto é importante buscar maneiras para otimizar as suas compras e fazer seu dinheiro render.

Aqui no blog publiquei um artigo muito interessante sobre como economizar dinheiro da maneira certa, confira aqui. Neste artigo, eu explico algumas estratégias que você deve utilizar no seu dia-a-dia para criar o hábito de economizar e poupar dinheiro.

E você, tem alguma estratégia para economizar no supermercado? Gostou das dicas do artigo? Deixe sua resposta aqui nos comentários 🙂

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banco neon analise

Atenção: Este artigo não é patrocinado pelo Banco Neon S.A. ou outras instituições financeiras.

Imagine se você pudesse ter um banco 100% digital, totalmente integrado com o seu Smartphone e sem cobrar tarifas de anuidade?

Esta é a proposta do Banco Neon. Após o aparecimento de cartões como o Nubank, as Startups cada vez mais buscam revolucionar os serviços no setor bancário.

O Banco Neon não possui agências físicas, tudo é feito pela internet. A proposta da empresa é oferecer uma conta corrente e um cartão de débito via app, além do controle da conta corrente de maneira simples, transparente, sem burocracia e sem taxas abusivas.

banco neon

Algumas pessoas me perguntaram sobre a proposta desde banco e resolvi pesquisar mais a fundo, para verificar se realmente vale a pena. Afinal de contas, é o nosso dinheiro em jogo e não podemos nos deixar levar pelo marketing.

Atualmente possuo conta no banco Bradesco (por nenhum motivo especial – não estou fazendo propaganda) e vou comparar os custos do Banco Neon com as tarifas praticadas na minha conta “tradicional”.

Lembrando que estes valores podem variar conforme o seu pacote de serviços. Se você acredita que está pagando caro no seu banco atual, é possível pedir para alterarem seu pacote. Os bancos são obrigados por lei a oferecer um pacote básico, que é mais barato.

Então, vamos para a análise!

O Banco Neon é seguro?

 

A primeira coisa que precisamos avaliar ao pesquisar sobre qualquer instituição financeira é o seu registro no Banco Central e a participação no FGC. Desta forma, sabemos que a instituição é autorizada para realizar operações financeiras e possui proteção pelo FGC em caso de falência (R$ 250.000,00 por CPF por banco).

Logo ao entrar no site, me deparei com a seguinte mensagem:

neon banco pottencial

O Banco Neon nada mais é do que o antigo Banco Pottencial, e possui todos os registros em dia.

Infelizmente, não consegui encontrar uma informação atualizada deste Banco Pottencial nas agências de risco para avaliar a sua situação financeira. Acredito que seja devido a esta mudança de razão social. Esta informação é importante para avaliarmos a saúde financeira do banco e o risco de problemas ou escândalos envolvendo as suas operações.

Ao navegar pelo site, encontrei a informação de que o Banco Neon é, supostamente, mais seguro que os bancos comuns:

banco neon e seguro
Confesso que estes argumentos não me convenceram. Vou explicar porque:

– Biometria: Ok, o reconhecimento via Biometria pelo aplicativo realmente é uma inovação. Não conheço outros aplicativos de bancos que fazem isso. Porém, nos caixas eletrônicos comuns o reconhecimento por biometria é muito comum.

– Cartões Visa: não entendo porque a bandeira Visa representaria uma maior segurança para o banco. É uma excelente bandeira, assim como a Mastercard também é, e na maioria dos bancos você inclusive pode escolher com qual bandeira irá trabalhar. Não vi novidades por aqui.

– Autorizado pelo Banco Central: também não é um diferencial, já que todo banco precisa dessa autorização.

– Afiliado ao FGC : outro item praticamente obrigatório para qualquer banco. Todos os bancos físicos grandes são afiliados ao FGC. Novamente, nada de especial por aqui.

Como vocês podem perceber, esta seção sobre a “segurança” do banco não mostra nenhuma mentira, porém é apenas marketing.

Nenhuma informação representa um grande diferencial com relação aos bancos comuns. Por isso estes argumentos não me convenceram. É importante apresentar esta informação no site, para confirmar que o banco está operando legalmente, porém não justifica a afirmação de que é “mais seguro”. Trata-se apenas de marketing sobre características que todos os concorrentes deles também possuem.

 

Banco Neon: crédito ou débito?

 

Um ponto importante que deve ser esclarecido é que o Banco Neon não possui cartões de crédito, apenas débito.

Então, se você realizar uma compra é preciso ter saldo na conta corrente. Além disso, também não é possível parcelar.

Por este motivo é errado comparar o Banco Neon ao Nubank, pois o primeiro é um cartão de débito e o segundo é um cartão de crédito livre de anuidades. Eu já utilizei o Nubank e gostei muito. Se você conhece alguém que possui este cartão, peça o convite e faça o teste.

 

Atendimento 100% digital

 

Este sim pode ser um grande diferencial para o Banco Neon.

conta digital Neon

O controle da conta-corrente via aplicativos para Smartphone é algo que os bancos grandes também possuem. Inclusive, eu faço tudo pelo aplicativo do Bradesco, só vou ao caixa quando preciso sacar dinheiro.

Não sei como são os aplicativos dos outros bancos, mas no caso do Bradesco eu nunca tive grandes problemas. Porém confesso que a interface poderia ser melhorada.

A interface e o atendimento 100% digital pode ser o diferencial que faz com que o Banco Neon seja superior aos seus concorrentes.

Se o Neon conseguir inovar neste sentido, irá ganhar um grande mercado para si, assim como aconteceu com empresas como Nubank, Uber e Netflix.

Todos sabemos que o atendimento ao consumidor nos bancos grandes é uma verdadeira piada, e é muito importante que surjam concorrentes no mercado com propostas diferentes neste sentido. Assim, as empresas e instituições tradicionais serão pressionadas para melhorar seus serviços também.

 

Objetivos: poupança que rende mais

 

Navegando pelo site, encontrei esta seção de “Objetivos” que é outra função integrada com a conta corrente do banco Neon.

O banco não tem conta poupança, e ao invés disso irá aplicar seu dinheiro em CDBs.

banco neon é seguro

Este também não é um diferencial. Todos os bancos grandes, e a maioria dos pequenos, possuem títulos de CDB. O que vai garantir se este CDB é melhor ou não que uma poupança será a sua rentabilidade líquida.

Lembre-se que há incidência de imposto de renda no CDB, e na poupança não. Para saber mais sobre CDB, leia este artigo.

O que eu achei interessante é o fato de você conseguir dar um “nome” para o seu objetivo diretamente na conta corrente, e isto pode ajudar muito no seu planejamento financeiro. Neste caso, ao invés de possuir dois aplicativos – o do banco e um de controle financeiro – você conseguiria fazer tudo diretamente no aplicativo do Neon.

 

Taxas cobradas pelo Banco Neon

 

Neste tópico entra a parte mais importante deste artigo: as taxas cobradas.

A principal propaganda do Banco Neon é a ausência de “taxas abusivas”, normalmente cobradas nos bancos tradicionais.

Uma coisa que achei interessante foi a transparência do banco, pois consegui encontrar facilmente a tabela de taxas e preços das operações:

taxas banco neon

Analisando esta tabela, logo de cara percebi que o banco não é totalmente isento de taxas, já que há cobrança para saques, transferências, boletos e compras internacionais.

Avaliei estas taxas individualmente, comparando com os preços do meu banco atual:

  • Tarifa de abertura de conta

A maioria dos bancos cobra esta taxa. No Bradesco, o valor é de R$ 30.00.

  • Tarifa de manutenção da conta

Esta tarifa pode pesar muito no bolso. Atualmente pago R$ 5,00 mensais, porém este valor pode chegar até R$ 80,00 dependendo do pacote de serviços utilizado.

Entretanto, os bancos Bradesco, Intermedium, Itaú e Banco do Brasil possuem a modalidade de conta digital, que não cobra esta e outras taxas.

Para saber mais sobre as contas digitais destes bancos, acesse os links abaixo:

  • Tarifa de encerramento da conta

Confesso que eu não sabia que esta taxa existia. Encerrei uma conta no Banco do Brasil há algum tempo e não precisei pagar nenhuma taxa.

Procurei na documentação da minha conta do Bradesco e não encontrei esta informação. Se você está lendo este artigo e já precisou pagar para encerrar alguma conta bancária, por favor deixe seu comentário.

  • Emissão e anuidade do cartão de débito

Aqui vale lembrar: o Banco Neon não tem cartão de crédito, é só cartão de débito. Para um cartão de crédito livre de anuidades, basta usar o Nubank.

Nos bancos comuns, a emissão da primeira via do cartão de débito costuma ser gratuita e também não há anuidade (apenas para cartões de crédito).

Na minha opinião, esta informação serve mais para confundir o consumidor do que para ajudar.

No caso dos cartões de crédito, existem várias opções para não pagar anuidade. Você pode negociar com o seu banco e, dependendo do grau de relacionamento, poderá ganhar isenção da anuidade (meu caso).

Outra opção é verificar outros programas de relacionamento que você possui. Por exemplo, possuo um cartão de crédito da Porto Seguro Cartões 100% livre de anuidade devido ao seguro do carro e residencial.

Por fim, se você não tem acesso a estas opções, procure o Nubank.

  • Tarifa de transferências entre contas Neon

Aqui vai uma pergunta: quantas vezes você conseguiria transferir para alguém que também tem conta Neon??

Não será muita gente. Você precisa avaliar quantas transferências entre contas do mesmo banco fará por mês para saber se a isenção deste custo fará alguma diferença.

Nos pacotes de serviços de bancos tradicionais, normalmente há um número de transferências gratuitas entre o mesmo banco. Por exemplo, o meu pacote do Bradesco dá direito a 2 transferências entre contas de mesmo banco e 2 para a mesma titularidade. O valor cobrado ao ultrapassar estes limites é de R$ 0,90 por transferência.

  • Transferência para outros bancos (TED/DOC)

Este é, na minha opinião, o custo mais pesado. O valor da taxa de TED costuma variar entre R$ 8,00 e R$ 14,00 nos bancos comuns, porém algumas contas possuem um número limitado de transferências gratuitas por mês, assim como o Banco Neon.

O valor cobrado de R$ 3,50 é mais barato que os outros bancos. Porém este problema é facilmente resolvido se você abrir uma conta digital, que é isenta destas taxas.

  • Tarifas para os saques na Rede 24 h

Esta é a tarifa mais problemática. A taxa de R$ 6,90 após o segundo saque do mês é muito cara. Se você fizer 1 saque por semana, seriam R$ 27,60 por mês.

Enquanto que nas contas tradicionais, os bancos oferecem cerca de 3 a 4 saques gratuitos por mês nos caixas eletrônicos ou nos bancos 24 h.

Além disso, você poderá sacar apenas nos caixas da Rede 24 h, já que o Banco Neon não possui caixas de auto atendimento próprios como ocorre com os outros bancos.

  • Geração de Boletos

Você pode gerar boletos bancários quando precisar realizar algum depósito na sua conta corrente do Banco Neon. Os outros bancos não disponibilizam esta opção, logo não podemos comparar este custo.

  • Compras internacionais: IOF + 4%

A cobrança de IOF é algo comum para qualquer compra internacional via cartão de crédito. Porém o Banco Neon cobra, além do IOF, 4% do valor da compra.

Outros cartões não cobram isso. Talvez esteja incluso no valor da anuidade, porém se você possui um cartão livre de anuidade, este custo não existe.

Para pessoas que fazem muitas compras internacionais, esta taxa de 4% irá pesar no orçamento.

Afinal, o Banco Neon Vale a Pena?

 

Avaliando as características do banco e, principalmente, os custos, eu acredito que o Banco Neon não é muito vantajoso. 

Para conseguir isenção de tarifas, basta abrir uma conta digital no Bradesco, Itaú, Intermedium ou Banco do Brasil que possuirá todas as funcionalidades de uma conta corrente comum. A única restrição são as operações no caixa físico. Tudo o que for feito pela internet, aplicativo ou caixas de auto atendimento está incluso no pacote.

Mesmo quem não possui a conta digital, como é o meu caso, ainda assim o banco tradicional sai mais barato ou, no mínimo, o mesmo preço.

Veja esta conta simples:

Vamos supor que eu faça 4 saques, 1 transferência entre bancos e 1 transferência entre contas todos os meses.

Ao final de 1 ano, eu iria gastar R$ 186,00.

Supondo que a conta foi aberta neste ano, acrescentaria os R$ 30,00 pela abertura, totalizando R$ 216,00.

No Banco Neon, realizando as mesmas operações, eu gastaria R$ 248,00.

Se você realiza muitos saques e poucas transferências, é uma grande diferença de preço!

É claro que varia conforme o preço do seu pacote de serviços. Existem pessoas que pagam até R$ 80,00 por mês, aí sim é um custo muito superior ao do Banco Neon. Porém, como mencionei acima, basta abrir uma conta digital para solucionar este problema.

Para cartões de crédito livre de anuidade, recomendo pedir um convite do Nubank. Se você possui convites disponíveis, deixe seu contato aqui nos comentários.

Além disso, outras opções são negociar com o seu gerente ou verificar outros programas de relacionamento que possuem cartão de crédito.

Vale ressaltar que a análise deste artigo é a minha opinião, com base nos dados que encontrei e nos custos que possuo com a minha conta atual.

Não estou afirmando que o Banco Neon é uma péssima opção, e sim que você precisa avaliar quais operações irá realizar todos os meses e verificar se os custos irão compensar.

Se a intenção é buscar tarifas mais baixas, eu, Hevlin,  procuraria primeiro as contas digitais, em seguida procuraria mudar o pacote de serviços da conta atual para os planos mais básicos (como este de R$ 5,00 que eu possuo atualmente) e por último procuraria o Banco Neon.

Vale ressaltar que contas universitárias, contas salário e contas para aposentados também possuem um pacote especial de tarifas, que são mais baixas que as oferecidas ao público em geral.

Espero que você tenha gostado deste artigo. A minha intenção é esclarecer e apresentar dados, então se você possui alguma dúvida ou sugestão, deixe aqui o seu comentário.

Atualmente eu não possuo conta neste banco, e existem um número de contas limitado inicialmente.

Se você conseguiu abrir a sua conta e já está usando o banco Neon, deixe aqui nos comentários a sua impressão sobre os serviços prestados.

Para saber mais sobre o Banco Neon, acesse o site oficial.

 

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